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PM admite necessidade de ginástica para meta de 26 mil camas para estudantes

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O primeiro-ministro salientou hoje que, face às necessidades de alojamento estudantil, o Governo “não pode desistir” de ter 26 mil camas para estudantes até 2026, admitindo a necessidade de “ginástica” para atingir a meta.

“Não temos o direito de reduzir a nossa ambição. Quando fixámos o objetivo de atingir as 26 mil camas de alojamento estudantil até 2026 […], essa ambição corresponde a necessidades efetivas que a comunidade académica tem”, afirmou António Costa durante a sessão de inauguração de uma requalificação de uma residência da Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, que estava encerrada por falta de condições de habitabilidade.

O primeiro-ministro notou que, face à atual conjuntura, marcada pela guerra na Ucrânia e inflação, é hoje “mais difícil” executar as metas estabelecidas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Perante esse contexto, as instituições promotoras e o Estado terão de “fazer a ginástica necessária para se conseguir”, com os recursos que o PRR disponibiliza, fazer “o mesmo” que o Governo se tinha proposto fazer, “sabendo que o custo de o fazer hoje é bastante maior” do que quando as metas foram fixadas.

“Mas não podemos desistir de as executar, porque se desistirmos de as executar, isso significa que em 2026 vamos ter menos camas disponíveis do que aquelas que sabemos que são necessárias para satisfazer as necessidades”, referiu.

“Temos este calendário e vamos cumprir”, reafirmou António Costa.

Durante a sua intervenção, o primeiro-ministro recordou que a União Europeia poderia ter optado por alargar o prazo de execução do PRR para lá de 31 de dezembro de 2026, mas não foi essa opção seguida e não será por isso que o Governo irá “baixar os braços e desistir”.

“Vai ser mais exigente do ponto de vista financeiro? Vai, mas não podemos desistir”, frisou, recordando que as candidaturas a essa linha de apoio para aumentar as camas para estudantes excederam a verba disponível no PRR, demonstrando a sua necessidade.

Para António Costa, é fundamental “democratizar as condições de acesso ao ensino superior”, elegendo como “maior barreira” o preço do alojamento para estudantes deslocados.

A residência universitária agora requalificada, que conta com 47 camas, representou um investimento da UBI de 801 mil euros, com um financiamento de 474 mil euros por parte do PRR.

António Costa participava na inauguração, no âmbito do programa “Governo Mais Próximo”, que decorre entre hoje e quinta-feira, no distrito de Castelo Branco, com mais de 40 iniciativas onde estarão presentes membros do executivo.

Ao longo do dia de hoje e de quinta-feira, António Costa irá visitar empresas, serviços públicos e reunir com autarcas da região, estando agendado para a quinta-feira um Conselho de Ministros, na capital de distrito.

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