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Israel pede demissão de Guterres

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Ao 19.º dia de conflito entre Israel e o Hamas, as relações entre o Governo israelita e a ONU estão em crise, acentuada pelas recentes declarações de António Guterres durante o Conselho de Segurança.

O secretário-geral das Nações Unidas disse que os ataques do Hamas “não vêm do nada” e lembrou que os palestinianos foram “sujeitos a 56 anos de ocupação sufocante”. Palavras que levaram o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros a cancelar o encontro com Guterres e a exigir a demissão do secretário-geral da ONU.
O secretário-geral das Nações Unidas afirmou esta terça-feira, durante uma reunião do Conselho de Segurança, que os ataques do Hamas, a 7 de outubro, não aconteceram num “vácuo”, referindo a ocupação israelita da Palestina. As declarações geraram protestos do Governo de Israel, com o ministro dos Negócios Estrangeiros judaico a questionar António Guterres e o embaixador do Estado hebraico a pedir a renúncia do diplomata luso.

Sem mencionar Israel, o secretário-geral da ONU disse estar “profundamente preocupado com as violações claras do direito humanitário internacional” em Gaza, apelando à proteção dos civis. “É importante reconhecer também que os ataques do Hamas não aconteceram num vácuo. O povo palestiniano foi submetido a 56 anos de ocupação sufocante”, expressou Guterres, citado pela agência Reuters. “Mas as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas. E esses terríveis ataques não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano”, completou.

Declarações que estão a dar muito que falar no mundo inteiro.

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