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Deco recebe 20 mil pedidos de ajuda e maioria trabalha

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As cerca de 20 mil pessoas que pediram ajuda à Deco até setembro , entraram em dificuldade financeira devido à subida dos preços e juros.

Esta situação leva a responsável do Gabinete de Proteção Financeira (GPF) da Deco, a alertar para a cada vez maior importância de as pessoas constituírem um fundo de emergência, para o qual devem canalizar o que consigam poupar, considerando que este objetivo deve ser uma “prioridade”.

“Agora, a preocupação relativamente ao fundo de emergência ainda se coloca com mais pressão porque não sabemos o que é que 2024 nos vai trazer”, sublinha Natália Nunes, em declarações à Lusa, a propósito do Dia Mundial da Poupança, que hoje se assinala.

A coordenadora do GPF refere que, “temos verificado que mais de 60% das famílias [que nos pedem ajuda] estão a trabalhar, não tiveram alteração dos seus rendimentos, foi sim a subida das taxas de juros, do aumento do custo de vida que as leva precisamente a esta situação”.   Natália Nunes salienta que o número de pedidos é semelhante ao de anos anteriores (marcados pelo impacto da pandemia e da guerra), mas os motivos são agora diferentes.

Natália Nunes exemplifica com um dos muitos casos que lhe chegam diariamente por mail, este de uma pessoa que vive sozinha, que tem um rendimento líquido de 1.000 euros mensais e que entrou em outubro sem margem para pagar a prestação do empréstimo da casa, que subiu para os 737 euros este mês – valor que compara com os 378 euros que pagou até 2022 ou com os 491 euros que pagou até setembro.

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