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António Costa queria Centeno primeiro-ministro

O primeiro-ministro defendeu hoje que o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, deveria suceder-lhe na liderança de um novo executivo, no atual quadro parlamentar, mas lamentou que o Presidente da República tenha optado por eleições antecipadas.
Esta posição foi transmitida por António Costa à entrada para a reunião da Comissão Política Nacional do PS, depois de Marcelo Rebelo de Sousa, ter anunciado que vai dissolver o parlamento e marcar eleições legislativas antecipadas.
“Obviamente, o PS está sempre pronto para eleições e respeita a decisão do Presidente da República. Foi uma escolha do próprio, visto que o Conselho de Estado não se pronunciou relativamente a essa proposta”, declarou, numa primeira nota de discordância face à decisão do chefe de Estado.
Depois, António Costa afirmou que o país tinha vantagens em evitar eleições antecipadas, tendo um novo Governo liderado pelo seu antigo ministro das Finanças e atual governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.
Em relação ao facto de continuar em funções até março de 2024, o primeiro-ministro respondeu que está “ao serviço do país”.
“Neste momento, o Governo está plenamente em funções. O Presidente da República anunciou que, uma vez aprovado o Orçamento para 2024, formalizará a aceitação da minha demissão e, portanto, o executivo passa a Governo de gestão”, assinalou.
Lusa





