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Polémica na Luz: Vinícius Jr. acusa Prestianni de insultos racistas
O futebolista argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, negou esta quarta-feira ter proferido insultos racistas contra o brasileiro Vinícius Júnior, na derrota frente ao Real Madrid, para a Liga dos Campeões da UEFA.
“Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, acrescentou o argentino, de 20 anos, na rede social Instagram, mais de três horas depois do final da partida.
Vinícius Jr. decidiu a vitória dos espanhóis (1-0), no Estádio da Luz, em Lisboa, para a primeira mão do play-off da fase a eliminar da Liga dos Campeões, tendo indignado o público na comemoração do único golo do jogo, aos 50 minutos.
O avançado madrileno recebeu cartão amarelo pelos festejos e teve uma altercação com Prestianni, que foi acusado pelo brasileiro de ter proferido alegados insultos racistas.
O brasileiro chamou de imediato o árbitro após uma troca de palavras com Prestianni, que levantou a camisola a tapar a boca. O árbitro ativou o protocolo de racismo e cruzou os braços no ar.
O internacional brasileiro, de 25 anos, recorreu às redes sociais para se posicionar sobre o caso. “Racistas são, acima de tudo, cobardes. Precisam colocar a camisola na boca para demonstrar como são fracos. Mas, eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir”, partilhou numa história no Instagram.
E escreveu mais: “Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família. Eu recebi cartão amarelo por comemorar um golo. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu. Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário”, concluiu.
José Mourinho, treinador do Benfica, também falou deste episódio: “Uma coisa é o que Vinícius diz, outra é o que Prestianni diz, coisas completamente diferentes. Disse a Vinícius, de modo independente, que quando um jogador faz um golo daqueles sai em ombros. Não se vai mexer com um estádio ou com o coração do estádio do adversário. Como se diz em Espanha, quem faz golos daqueles corta rabo e orelha e não acaba o jogo e ele acabou com o jogo”, explicou.