Ligue-se a nós

Atualidade

Zoomarine responde à acusação de abuso de animais para entretenimento

Publicado

Foto: Facebook Zoomarine Algarve, Portugal

O Zoomarine emitiu um comunicado, nas redes sociais, onde afirma “garantir o bem-estar e a saúde dos animais sob o seu cuidado humano”, em resposta ao relatório da World Animal Protection.

A organização internacional de bem-estar animal colocou o Zoomarine entre os 12 zoológicos e parques que aconselha os turistas a evitar, apontando práticas nocivas para os animais.

Num comunicado hoje publicado, o Zoomarine salienta que “Ao contrário de apenas ideais, Zoos como o Zoomarine têm um contributo realmente efetivo, na conservação da natureza. Expoente máximo desse contributo foi, a criação do 1º Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas em Portugal (2002) em colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) cujo mais recente animal resgatado e reabilitado é a tartaruga de couro Quinas que já tem data marcada para voltar ao mar completa e totalmente reabilitada”.

O relatório da World Animal Protection — com a colaboração da Change For Animals Association — visou 12 jardins zoológicos e parques aquáticos, de nove países, considerando que estes espaços abusam dos animais para entretenimento.

No documento lê-se que os animais mantidos nestes sítios de diversão estão sob “sofrimento atroz”, referindo, entre outros, o caso do Zoomarine e dos espetáculos que promove, em que “os golfinhos são forçados a fazer acrobacias e a deixar que os treinadores façam surf em cima deles”.

“Em vez de atuações públicas para fins comerciais, estes locais deviam eliminar estas atrações nocivas e oferecer em vez delas atividades enriquecedoras para os golfinhos, sem contacto direto com os visitantes e sem truques circenses”, defende a organização.

Segundo o relatório, “muitos dos comportamentos apresentados como brincadeiras durante o espetáculo são na verdade manifestações de agressividade ou perturbação”. E chega mesmo a apelar aos turistas britânicos a “tomarem uma posição, não visitando nem apoiando estes locais”.

Atualidade

Produção de azeite pode parar no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

Publicado

A apanha de azeitona e a produção de azeite correm o risco de parar e o setor olivícola pode colapsar no Alentejo por falta de capacidade das fábricas da região para armazenar bagaço proveniente dos lagares.

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

Continue a ler

Populares