Ligue-se a nós

Atualidade

Tribunal condena Ricardo Salgado a pagar 3,7 milhões

Para o Tribunal da Relação, a conduta de Ricardo Salgado é reveladora de uma “pronunciada irresponsabilidade social”.

Publicado

Justiça

O Tribunal da Relação de Lisboa condenou Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires pela comercialização de dívida do grupo Espírito Santo (GES) aos balcões do Banco Espírito Santo (BES), escreveu o jornal ‘Expresso’ esta quarta-feira.

Ricardo Salgado vai ter de pagar coimas no valor de 3,7 milhões de euros, enquanto Morais Pires vai pagar 350 mil euros.

Os gestores já tinham sido condenados a título doloso num processo prévio de contraordenação do Banco de Portugal, que foi o primeiro a ser concluído. Salgado e o seu braço-direito recorreram da decisão para o tribunal de Santarém, que acabou por confirmar a condenação da autoridade de supervisão.

Foi no Tribunal de Concorrência, Regulação e Supervisão que os administradores viram as coimas serem reduzidas de 4 milhões de euros para 3,7 milhões de euros, no caso de Ricardo Salgado, e de 600 mil euros para 350 mil euros, no caso de Amílcar Morais Pires.

Os banqueiros voltaram a recorrer da decisão de primeira instância, mas desta vez para o Tribunal da Relação, que confirmou a decisão do Tribunal de Santarém na semana passada. O acórdão assinado por Maria Leonor Botelho, Maria do Carmo Ferreira e Trigo Mesquita revela que estes foram “totalmente improcedentes”.

O acórdão da Relação tem 1.060 páginas e confirmou que a falsificação de contas foi ordenada pelo próprio Ricardo Salgado e que este colocou os seus interesses pessoais à frente da dos depositantes do BES. Segundo o Tribunal da Relação, as condutas do executivo são “reveladoras de uma pronunciada irresponsabilidade social”.

Atualidade

Motoristas ameaçam greve a 12 de agosto com consequências “muito mais graves”

O pré-aviso dos sindicatos dos motoristas propõe serviços mínimos de 25% em todo o território nacional, enquanto na greve de abril eram de 40% apenas em Lisboa e Porto.

Publicado

Camião

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) ameaça consequências mais graves para a greve que começa em 12 de agosto do que as sentidas em abril, avisou em carta aberta enviada esta segunda-feira às redações.

“O Governo e a ANTRAM [Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias] tentam esconder, mas a greve do dia 12 vai ter repercussões muito mais graves das do passado mês de abril, pois esta greve está convocada e vai afetar todas as tipologias de transporte de todos os âmbitos”, refere o SIMM.

O sindicato avisa que, além dos combustíveis, a próxima greve vai afetar também o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e serviços, podendo “faltar alimentos e outros bens nos supermercados”.

Entretanto, foi já marcada para dia 24 de julho uma reunião na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), para planificar os serviços mínimos.

O secretário de Estado da Energia disse, no dia 18 de julho, numa entrevista ao Dinheiro Vivo e à rádio TSF que “o Governo está preparado para o que vier a acontecer” na eventualidade de uma greve geral de camionistas no dia 12 de agosto, acrescentando que está já a ser preparada “uma rede de abastecimento de emergência” com um mês de antecedência.

Continue a ler

Populares