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Travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril faz 20 anos

A primeira composição, que levou pouco mais de 10 minutos a ligar o Pragal, na margem sul, a Entrecampos, em Lisboa, parou a meio do tabuleiro da ponte para os convidados apreciarem a paisagem.

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A travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril, inaugurada há 20 anos, permitiu transportar 390 milhões de passageiros e “retirar” 62 milhões de automóveis do tabuleiro rodoviário, entre Lisboa e Almada, anunciou hoje a concessionária.

“A linha ferroviária que atravessa a ponte não só permitiu melhorar o fluxo de transportes de entrada e saída da cidade de Lisboa, como evitou a emissão de 780 mil toneladas de dióxido de carbono nestes últimos 20 anos”, afirma a Fertagus, em comunicado enviado à agência Lusa sobre os 20 anos da passagem do primeiro comboio na Ponte 25 de Abril.

A ligação ferroviária foi inaugurada ao fim da manhã de 29 de julho de 1999, uma quinta-feira, com as presenças dos então primeiro-ministro, António Guterres, ministro do Equipamento, João Cravinho, secretário de Estado dos Transportes, Guilhermino Rodrigues, e dos presidentes das câmaras de Lisboa, João Soares, do Seixal, Alfredo Monteiro, e de Almada, Maria Emília Sousa.

A viagem tinha começado nas oficinas de Coina, com passagem pelas estações de Fogueteiro, Foros de Amora, Corroios e Pragal, onde decorreu a sessão solene.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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