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Trabalhadores da TST suspendem greve após acordo com empresa

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Os motoristas da Transportes Sul do Tejo (TST) decidiram hoje suspender a greve de quarta-feira depois de chegarem a acordo com a empresa, aceitando um salário de 700 euros, informou fonte sindical.

“O plenário decidiu aceitar a proposta da empresa, ou seja, 685 euros em julho e agosto, e depois 700 euros a partir de setembro e até ao final do ano”, adiantou à Lusa João Saúde, da Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

Segundo o sindicalista, a rodoviária da península de Setúbal aceitou ainda negociar sobre o trabalho extraordinário, as diuturnidades e o subsídio de alimentação.

Os motoristas da TST iniciaram hoje uma greve de 48 horas, pelo quarto mês consecutivo, a qual está a registar uma adesão de 95% e a causar supressão de carreiras em toda a península de Setúbal, incluindo as ligações a Lisboa.

O aumento salarial para 750 euros tem sido a principal reivindicação destes trabalhadores, que dizem receber os “ordenados mais baixos” no setor rodoviário na Área Metropolitana de Lisboa.

A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos: Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

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Produção de azeite pode parar no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

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A apanha de azeitona e a produção de azeite correm o risco de parar e o setor olivícola pode colapsar no Alentejo por falta de capacidade das fábricas da região para armazenar bagaço proveniente dos lagares.

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

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