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Theresa May vai demitir-se após aprovação do Acordo de Saída da União Europeia

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A primeira-ministra britânica anunciou hoje que pretende sair de funções antes da próxima fase de negociações com a União Europeia , após o Acordo de Saída para o ‘Brexit’ for aprovado, segundo fonte oficial.

O anúncio foi feito durante uma reunião à porta fechada com o grupo parlamentar do partido Conservador, contudo a data da demissão, a que se seguirá uma eleição para a liderança daquela formação política, não foi confirmada.

Dirigindo-se aos deputados, May admitiu: “Têm sido tempos difíceis para o nosso país e o nosso partido”, mas vincou estarem perto de “começar um novo capítulo”

Reconhecendo as críticas internas no partido e “desejo por uma nova abordagem – e nova liderança – na segunda fase das negociações do ‘Brexit'”, May  prometeu afastar-se.

O governo reiterou hoje que pretende submeter ainda esta semana ao parlamento por uma terceira vez o Acordo de Saída negociado com Bruxelas, mas chumbado anteriormente duas vezes, em janeiro e março.

O parlamento precisa de aprovar o documento até às 23:00 horas de sexta-feira, data de saída prevista, mas entretanto adiada para 12 de abril, para que a UE conceda uma prorrogação até 22 de maio.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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