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Taça de Portugal já com os ‘grandes’ em palco – saiba quem vai jogar com quem

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FC Porto e Sporting estreiam-se hoje na edição 2021/22 da Taça de Portugal de futebol, fora de casa, frente a Sintrense e Belenenses, ambos do Campeonato de Portugal, em jogos da terceira eliminatória da prova.

Às 18:45, em Queluz, casa ‘emprestada’ pelo Real Massamá ao Sintrense, o FC Porto inicia a participação na prova, num encontro em que técnico Sérgio Conceição deverá aproveitar para utilizar alguns dos jogadores com menos minutos esta temporada.

O central Mbemba, que chegou lesionado da seleção do Congo, e o avançado iraniano Mehdi Taremi, castigado, são baixas certas, assim como Otávio, também devido a problemas físicos, e Jesus Corona (México), Uribe e Luís Díaz (Colômbia), que regressaram tarde dos jogos dos seus países.

Lesionado desde o arranque da temporada, o guarda-redes Marchesín poderá somar os primeiros minutos em toda a época e regressar à baliza o FC Porto.

Para chegar ao duelo com um ‘grande’, o Sintrense, oitavo classificado da Série E do Campeonato de Portugal, ultrapassou o Glória do Ribatejo (4-1) e o Macedo de Cavaleiros (empate 1-1 e vitória por 7-6 no desempate por grandes penalidades).

Às 20:45, é a vez do Sporting regressar ao Estádio do Restelo, para defrontar o Belenenses, num dos dérbis históricos do futebol português.

Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves, depois de longa paragem, devido a lesão, devem regressar às opções do treinador Rúben Amorim, com o guarda-redes João Virgínia e o médio uruguaio Ugarte a terem também possibilidade de integrar o ‘onze’.

Depois da queda aos distritais, o Belenenses, campeão nacional em 1945/46 e vencedor da Taça de Portugal por três vezes, milita agora na Série E do Campeonato de Portugal (nono e penúltimo classificado) e eliminou nesta edição da prova o Pêro Pinheiro (5-3), na segunda eliminatória.

A terceira ronda da Taça de Portugal arranca oficialmente às 18:00, em Coimbra, com a Académica, da II Liga, a receber o Famalicão, do primeiro escalão.

O Sporting de Braga, detentor do título, inicia no domingo a defesa da Taça de Portugal, no Barreiro, perante o Moitense, dos campeonatos distritais, enquanto, no sábado, o Benfica, finalista vencido da última edição e recordista de títulos da prova, com 26 troféus, desloca-se ao norte do país para discutir o apuramento com o Trofense, da II Liga.

Programa da terceira eliminatória da Taça de Portugal:

– Sexta-feira, 15 out:

Académica (II) – Famalicão (I), 18:00 (Canal 11)

Sintrense (CP) – FC Porto (I), 18:45 (SportTV)

Belenenses (CP) – Sporting (I), 20:45 (TVI)

– Sábado, 16 out:

Oliveira do Hospital (L3) – Vitória de Guimarães (I), 11:00 (Canal 11)

Vilafranquense (II) – Real Massamá (L3), 15:00

Leixões (II) – Vilaverdense (CP), 15:00

Sporting de Espinho (CP) – Caldas (L3), 15:00

Valadares Gaia (CP) – Casa Pia (II), 15:00

Oriental Dragon (L3) – Moreirense (I), 15:00

Berço (CP) – Belenenses SAD (I), 15:00

Camacha (CP) – Tondela (I), 15:00

Paredes (CP) – Académico de Viseu (II), 15:00

União de Leiria (L3) – Santa Clara (I), 16:00 (Canal 11)

Louletano (CP) – Estrela da Amadora (II), 18:00

Trofense (II) – Benfica (I) (Canal 11), 20:15 (TVI)

– Domingo, 17 out:

Varzim (II) – Marítimo (I), 11:00 (Canal 11)

Vitória de Setúbal (L3) – Vizela (I), 14:00 (Canal 11)

Moitense (D) – Sporting de Braga (I), 15:00 (SportTV)

Felgueiras (L3) – Estoril Praia (I), 15:00

Condeixa (CP) – Gil Vicente (I), 15:00

Águias do Moradal (D) – Paços de Ferreira (I), 15:00

Leça (CP) – Arouca (I), 15:00

Benfica Castelo Branco (CP) – Penafiel (II), 15:00

Feirense (II) – Nacional (II), 15:00

Cinfães (D) – Farense (II), 15:00

Alverca (L3) – Anadia (L3), 15:00

Mafra (II) – União 1919 (CP), 15:00

Castro Daire (CP) – Olhanense (CP), 15:00

Serpa (CP) – Sporting da Covilhã (II), 15:00

Torreense (L3) – Fafe (L3), 15:00

UD Oliveirense (L3) – Portimonense (I), 17:00 (Canal 11)

Rio Ave (II) – Boavista (I), 20:00 (Canal 11)

Nota: I Liga (I), II Liga (II), Liga 3 (L3), Campeonato de Portugal (CP), Distritais (D).

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Alunos tendem a ler cada vez menos com a idade, sobretudo os rapazes – estudo

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Os alunos tendem a ler cada vez menos com a idade e é sobretudo entre os rapazes que há menos gosto pelos livros, segundo um estudo divulgado hoje que aponta também a influência da família nas práticas de leitura.

As conclusões são da segunda parte do estudo “Práticas de Leitura dos Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário”, desenvolvido pelo Plano Nacional de Leitura e pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL, que olhou para os alunos dos 1.º e 2.º ciclos.

Os resultados mais recentes confirmam uma tendência que a análise do 3.º ciclo e secundário, divulgada em setembro, já indiciava: São os mais novos e as raparigas quem mais gosta de ler, e à medida que os alunos avançam nos níveis de ensino a leitura vai merecendo cada vez menos espaço nos tempos livres.

Olhando para os dados dos 12.842 alunos inquiridos do 3.º ao 6.º ano, a grande maioria dos alunos diz gostar ou gostar muito de ler livros (83,3% no 1.º ciclo e 79,7% no 2.º ciclo) e para os mais novos a leitura é, sobretudo, divertida.

Nestas idades, a diferença entre eles e elas já é notória e no 2.º ciclo, por exemplo, enquanto 28,6% das raparigas leem todos os dias, apenas 14,6% dos rapazes faz o mesmo.

O menor entusiasmo dos rapazes com a leitura verifica-se desde cedo: Nos 1.º e 2.º ciclos, apenas 7% das raparigas admite ler só quando é obrigada e entre os rapazes essa percentagem aumenta para 15,1% (1.º ciclo) e 17% (2.º ciclo).

Do lado oposto, 56,8% das raparigas dos 5.º e 6.º anos dizem que quando começam a ler não conseguem parar, algo sentido por apenas 38,8% dos rapazes.

Quando os resultados desta segunda parte do estudo são comparados com os da primeira, dedicada ao 3.º ciclo e secundário, tornam-se mais evidentes não só a diferença entre rapazes e raparigas, mas sobretudo entre os alunos mais novos e mais velhos.

Do 2.º ciclo para o 3.º ciclo, a percentagem de alunos que só lê por obrigação mais que duplica, passando de 11,9% para 25%, um número que se repete no ensino secundário.

A tendência para gostar menos de ler reflete-se também no número de livros lidos no último ano e se a maioria dos alunos entre os 3.º e o 6.º anos leram pelo menos cinco livros em 12 meses, a partir do 7.º ano a maioria não chega a esse número.

À data do inquérito, apenas 31,9% dos alunos do 3.º ciclo e 25,4% dos alunos do secundário estavam a ler algum livro, um número inferior aos 55,3% do 1.º ciclo e 58,3% do 2.º ciclo.

Durante o período de confinamento imposto devido à pandemia de covid-19, os alunos intensificaram a leitura de livros, mas nem todos e, por isso, a diferença entre os mais novos e os mais velhos, e entre rapazes e raparigas, foi acentuada, uma vez que, quando tiveram de ficar em casa, aqueles que gostavam de ler passaram a fazê-lo ainda mais.

Além destas diferenças, o estudo hoje divulgado confirma também a influência do contexto familiar e do incentivo à leitura, verificando-se uma ligação entre as práticas dos alunos e a relação da família com a leitura.

Esta associação repete-se em diversos níveis, incluindo na relação dos alunos com a biblioteca escolar: Os alunos que mais recorrem às bibliotecas da escola para ler e levar livros são também aqueles que têm mais livros em casa.

Por outro lado, verifica-se também o enfraquecimento da relação das famílias com a leitura ao longo dos ciclos de ensino, uma situação que, para os investigadores, aumenta a complexidade do desafio colocado às escolas e o reforço de investimento na promoção de práticas de leitura de jovens e de adultos.

Já no contexto escolar, o estudo sublinha o impacto das atividades relacionadas com a leitura e a escrita desenvolvidas em sala de aula nas práticas de leitura dos alunos, uma vez que quanto maior é a exposição a essas atividades, maior é o número de livros lidos.

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