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Sophia de Mello Breyner condecorada com alto grau concedido a chefes de Estado

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Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República condecorou esta quarta-feira, a título póstumo, a escritora e poeta Sophia de Mello Breyner Andresen com o Grande-Colar da Ordem de Sant’Iago da Espada, um alto grau concedido a chefes de Estado estrangeiros.

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou esta condecoração numa intervenção que antecedeu um concerto comemorativo do centenário do aniversário do nascimento de Sophia de Mello Breyner, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

“Entende o Presidente da República que merece a honra excecional da atribuição do Grande-Colar da Ordem de Sant’Iago da Espada – desse modo ficando a ser, simbolicamente, a primeira mulher portuguesa e a primeira mulher não chefe de Estado a receber tal grau superlativo”, assinalou o chefe de Estado.

No dia em que Sophia de Mello Breyner completaria 100 anos, o Presidente da República entregou as insígnias à filha da escritora Maria Andresen Sousa Tavares, em representação da família, e que preside à comissão organizadora deste centenário.

Marcelo Rebelo de Sousa descreveu os textos de Sophia de Mello Breyner como “lapidares, mas densos, luminosos, mas atentos às sombras, laboriosamente escritos, mas quase naturais, como se fossem ditados ou ouvidos”.

Em 1999, o então Presidente da República Jorge Sampaio, tendo requerido um decreto-lei especial de autorização, concedeu o Grande-Colar desta ordem a José Saramago, quando foi atribuído ao escritor português o Prémio Nobel da Literatura pela Academia Sueca.

A Ordem Militar de Sant’Iago da Espada destina-se a distinguir o mérito literário, científico e artístico.

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Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) fizeram 11.235 mortos em 2018

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Os acidentes vasculares cerebrais causaram em 2018 o maior número de óbitos, com 11.235 mortes, mas os dados melhoraram em relação ao ano anterior, ao contrário das mortes por doenças respiratórias, que estão a aumentar, segundo o INE.

Os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a redução das mortes por AVC nos últimos anos (de 13,9% em 2008 para 9,9% em 2018) foi a que maior impacto teve no decréscimo das mortes causadas por doenças do aparelho circulatório.

Em 2018 morreram 7.241 pessoas por doença isquémica do coração, menos 1% que no ano anterior, o que representa a segunda maior proporção de óbitos (6,4%) em Portugal.

Segundo o INE, registaram-se também 4.620 mortes por enfarte agudo do miocárdio, ou seja, 4,1% da mortalidade, com um aumento de 1,7% no número de óbitos em relação ao ano anterior (4.542).

Em comparação com os AVC e o enfarte agudo do miocárdio, a doença isquémica do coração apresenta as taxas brutas de mortalidade mais elevadas nos grupos etários inferiores a 65 anos.

As doenças do aparelho respiratório causaram 13.305 óbitos em 2018, um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior, representando 11,7% da mortalidade total ocorrida no país.

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