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Sondagem dá vitória ao PS sem maioria absoluta

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O PS venceria as eleições legislativas, se fossem hoje, mas não teria maioria absoluta, enquanto o PSD obteria o pior resultado de sempre, de acordo com sondagens publicadas hoje pelo Correio da Manhã/Jornal de Negócios e pelo Jornal Económico.

A sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios coloca o PS a dois deputados da maioria absoluta (114 e 37,9% dos votos), enquanto o PSD alcançaria 23,6% e 67 parlamentares, o pior resultado do partido em eleições legislativas.

O BE com 9,8% (18 deputados), a CDU com 8,6% (16), o CDS-PP com 6,3% (16) e o PAN com 5,2% (seis deputados), fecham a representação na Assembleia da República dos partidos concorrentes às legislativas de 06 de outubro.

A sondagem da InterCampus foi feita com 801 entrevistas telefónicas realizadas no continente entre 02 e 11 de setembro e tem uma margem de erro de 3,5%.

O estudo feito pela Aximage para O Jornal Económico regista um aumento da vantagem do PS sobre o PSD, mas também abaixo da maioria absoluta.

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UE pressiona Brasil a combater desflorestação

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A União Europeia (UE) vai continuar a exigir que o Brasil cumpra os seus compromissos de combate à desflorestação da floresta amazónica, mas rejeita banir a importação de carne bovina como retaliação, afirmou hoje a comissária do Comércio.

“Boicotar produtos não é, geralmente, uma boa ideia. E se um país disser que quer boicotar as [importações] de carne bovina brasileira, isso é contra as regras da Organização Mundial de Comércio [OMC] e não estamos autorizados a fazê-lo”, afirmou a comissária europeia Cecilia Malmström.

Em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, a responsável notou que “cabe aos consumidores decidir o que fazer”.

“Os consumidores compram e são muito poderosos, mas oficialmente termos um boicote não é uma boa ideia”, acrescentou Cecilia Malmström.

As declarações da comissária europeia do Comércio surgem depois de, recentemente, alguns países da UE – como França, Irlanda, Áustria e Luxemburgo – terem ameaçado bloquear o processo de ratificação do acordo de livre comércio entre a União e a Organização do Mercado Comum do Sul (Mercosul) se o Brasil não começar a cumprir as suas obrigações climáticas de proteção da Amazónia.

A desflorestação da floresta amazónica tornou-se mais evidente devido aos incêndios de grandes dimensões que afetaram a Amazónia em agosto passado, com os líderes mundiais, nomeadamente europeus, a exigirem ação por parte do Brasil.

Em Portugal, são quase 1.800 as empresas que exportam para a região do Mercosul, num total de 40 mil postos de trabalho abrangidos e de 2,5 mil milhões de euros gerados por estas trocas comerciais.

Para Cecilia Malmström, o acordo UE-Mercosul é, inclusive, uma forma de forçar o Brasil a cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris de combate às alterações climáticas, firmado em 2015.

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