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Só 15% dos trabalhadores em Portugal são sindicalizados

Portugal registou a segunda maior queda da taxa de sindicalização, nos últimos 40 anos, de acordo com a OCDE.

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Em quatro décadas, a taxa de sindicalização dos trabalhadores portugueses caiu de 60,8%, em 1978, para 15,3%, em 2016.

De acordo com os dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal registou a segunda queda mais acentuada entre os 25 Estados-membros, ficando apenas atrás da Nova Zelândia.

Segundo o relatório “Negotiating our way up: colletive bargaining in a changing world of work”, a diminuição do peso dos sindicatos foi transversal e é explicada pela “globalização, pelas mudanças demográficas na força de trabalho, pela desindustrialização, pelo emagrecimento do setor manufatureiro, pela queda dos empregos no Estado e pelo alargamento dos contratos flexíveis”.

Ainda que em todos os países da OCDE a taxa de sindicalização tenha recuado nos últimos 40 anos, Portugal consegue destacar-se ao registar a segunda queda mais pronunciada: 45,5 pontos percentuais (p.p.). Só a Nova Zelândia — com uma descida de 48,1 p.p. de 65,7% em 1978 para 17,7% em 2016 — verificou um declínio do sindicalismo mais acentuado do que aquele registado por terras lusitanas.

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Primeiras carruagens de 51 compradas a Espanha começam a circular entre dezembro e janeiro

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Comboio passageiro

As primeiras carruagens do pacote de 51 compradas pela Comboios de Portugal (CP) à espanhola Renfe por 1,65 milhões de euros destinam-se à Linha do Minho e vão estar a funcionar entre dezembro e janeiro, foi hoje anunciado.

“A aquisição de material circulante disponível em Espanha faz parte de um esforço de curto prazo para fazer face às necessidades dos portugueses. A CP com 1,65 milhões de euros comprou 51 carruagens [usadas] que novas custariam [cada uma] mais de um milhão de euros”, destacou hoje o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na visita realizada ao Parque Oficinal de Guifões, concelho de Matosinhos, onde a CP está a requalificar as carruagens compradas à Renfe.

Ainda de acordo com o governante, o investimento total, contando com a requalificação, poderá rondar os sete a oito milhões de euros e as carruagens vão estar ao serviço das linhas de intercidades e regionais, podendo circular a 200 quilómetros por hora.

Já de acordo com o presidente da CP, Nuno Freitas, 18 das 51 carruagens já se encontram em Guifões, três “chegam ainda hoje” e as restantes “muito em breve”.

Nuno Freitas avançou que as primeiras que ficarão prontas servirão para a inauguração da requalificação da Linha do Minho prevista para dezembro ou janeiro.

“Constitui um aumento de 50% do parque que pode ser destinado ao intercidades. Pode-se dizer o que se quiser, mas nos últimos anos, nomeadamente no último ano, fez-se aquilo na ferrovia que não se fez durante décadas. O país precisa de material circulante novo. Não abdicamos de lançar concurso. Mas demora alguns anos e não podemos ficar à espera”, disse Pedro Nuno Santos.

Ao lado da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, o ministro recordou ainda uma visita que fez à fábrica de Guifões em janeiro, lembrando que esta estava vazia, ao contrário de agora, segundo disse, que “está cheia e a trabalhar a toda a força”.

“Num momento em que ouvimos grandes valores em outras empresas e passamos por dificuldades, a CP que é uma empresa que merece muito mais do país do que aquilo que tem recebido está a fazer um trabalho excecional. Estamos disponíveis para ensinar outros Estados estrangeiros, mas também privados a fazer bons negócios”, disse o governante que recusou comentar assuntos à margem da visita, nomeadamente sobre a TAP.

“Tenho falado sobre TAP todos os dias. Não vou dizer nada porque o país tem de olhar para o que se está a fazer de bem em outras áreas, para a importância da ferrovia para o país. A ferrovia transporta Portugal inteiro”, concluiu.

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