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Semana começa com descida das temperaturas mínimas e sem chuva

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A semana começa com uma descida das temperaturas mínimas entre 2 a 8 graus Celsius, em especial no nordeste transmontano e beira alta, e sem precipitação, disse hoje à Lusa a meteorologista Maria João Frada.

“Nos próximos dias e pelo menos até dia 07 [sábado], vamos ter um cenário de tempo seco e frio. Hoje poderá ainda haver alguns aguaceiros fracos na região sul. No norte e centro prevê-se céu pouco nublado ou limpo e nas regiões do interior um aumento de nebulosidade a partir do meio da manhã”, disse.

De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), hoje as mínimas desceram significativamente em relação à noite anterior entre 2 a 4/5 graus na região sul e 8 graus na região norte.

“Hoje temos nas Penhas Douradas 1 grau de mínima e 2/3 graus no nordeste transmontano. Até dia 04 vamos ter mínimas que podem chegar aos -2 ou -3 no nordeste transmontano e beira alta e no restante território entre 2 a 7 graus “, referiu.

As temperaturas máximas vão variar entre os 12 a 15 graus, com exceção do interior norte e centro (entre 5 e 10) e sul do Algarve (15 e 17 graus).

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Portugal cai oito posições no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas

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Portugal caiu oito lugares no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas (CCPI na sigla original), com o desempenho do país a descer em quase todas as categorias, segundo o “Índice 2020”.

Com a pior posição de sempre, Portugal está agora no 25.º lugar, o que corresponde a um desempenho médio (era de desempenho alto em 2018), destacando-se apenas, pela positiva, em relação às políticas climáticas.

O Índice CCPI 2020 (Climate Change Performance Índex) é divulgado hoje em Madrid no âmbito da cimeira do clima (COP25) que decorre na capital espanhola até sexta-feira.

Na categoria de emissões com gases com efeito de estufa, Portugal tem uma classificação muito baixa especialmente pelo aumento das emissões entre 2012 e 2017 (no ano passado reduziu 09% as emissões de dióxido de carbono, a maior redução da União Europeia).

“O fim da crise económica refletiu-se no aumento do uso e das emissões de energia, e especialmente os efeitos das alterações climáticas amplificando as secas, são as principais causas para a queda no ranking”, refere o documento.

Nele lembra-se também os grandes incêndios de 2017, e diz-se que devido às secas o país não pode recorrer à energia hidroelétrica da mesma forma e ao contrário teve de usar os combustíveis fósseis, o que justifica a baixa classificação na categoria das energias renováveis e uso de energia.

“Especialistas nacionais criticam que apesar da implementação de um imposto sobre o carbono e combustíveis fósseis em 2018, o Governo continuou a dar benefícios fiscais de 2,3 milhões de euros para o carvão, em 2018”, diz-se no documento.

A nível global o documento coloca a Suécia a liderar, no quarto lugar (os três primeiros não são atribuídos porque os responsáveis do CCPI consideram que nenhum país os merece), seguida da Dinamarca, que subiu 10 posições, e de Marrocos, que fica em sexto lugar.

Os Estados Unidos aparecem como o país com pior desempenho, seguido no final da lista pela Arábia Saudita e pela Austrália. A China, o país com mais emissões do mundo, subiu três posições e está no 30.º lugar.

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