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Rui Pinto foi a fonte do Luanda Leaks, confirmam os advogados

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Os advogados de Rui Pinto revelaram hoje que o seu cliente entregou em 2018 um disco rígido contendo dados relacionados com as recentes revelações sobre a fortuna de Isabel Dos Santos, à Plataforma de Proteção de Denunciantes na África (PPLAAF).

“Os advogados abaixo assinados declaram que o seu cliente, o Sr. Rui Pinto assume a responsabilidade de ter entregue, no final de 2018, à Plataforma de Proteção de Denunciantes na África (PPLAAF), um disco rígido contendo todos os dados relacionados com as recentes revelações sobre a fortuna de Isabel dos Santos, sua família e todos os indivíduos que podem estar envolvidos nas operações fraudulentas cometidas à custa do Estado angolano e, eventualmente, de outros países estrangeiros”, refere uma nota.

À Rádio Observador, o advogado Francisco Teixeira da Mota explicou que “desde o princípio que era intenção [de Rui Pinto] revelar a autoria da entrega à plataforma de defesa dos whistleblowers e da luta contra a corrupção um disco rígido com esta documentação”. O advogado revela que essa informação foi entregue por Rui Pinto “há mais de um ano” e acrescenta que o hacker “aguardava que o trabalho [jornalístico] ficasse concluído para assumir que tinha sido ele o whistleblower“, isto é, o denunciante das alegadas irregularidades cometidas por Isabel dos Santos e outros.

O advogado acrescenta que não tem receios sobre a segurança de Rui Pinto — “ele está bem, não tem tido ameaças” — mas diz ter “mais receio de que em nome da segurança a administração prisional o queira colocar num estabelecimento prisional de alta segurança, dificultando-lhe o contacto com a família e com a defesa”. Poderia ser uma decisão justificada com “proteção” mas que acabaria por punir Rui Pinto, defende o Francisco Teixeira da Mota.

Rui Pinto, diz o advogado, está a “ser tratado como um perigoso criminoso, mantido em prisão preventiva acusado de tentativa de extorsão — não há ninguém em Portugal acusado desse crime preso preventivamente, que se saiba”. “Se ele vai continuar a ser tratado assim ou tratado de outra maneira [agora que se sabe que foi ele quem alimentou o Luanda Leaks] sinceramente não sei”, afirma Francisco Teixeira da Mota.

Atualidade

Rui Rio defende um Governo de salvação nacional depois das prioridades saúde e economia

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O presidente do PSD considerou que, quando a questão da recuperação económica se tornar a prioridade, com a melhoria da situação de saúde, vai ter de se debater a composição de um Governo de salvação nacional.

Rui Rio em entrevista à RTP, disse, no entanto, que “neste momento a prioridade não é pensar sobre isto”, porque se coloca “a parte sanitária em primeiro lugar”.

O presidente do PSD considerou ainda “quase impossível” não prolongar o estado de emergência para combater a pandemia da covid-19 e afirmou que a maior falha até agora relacionou-se com a desproteção dos profissionais de saúde.

Rui Rio foi questionado se coloca um cenário de Bloco Central, com PS e PSD no Governo, ou a formação de um Governo de salvação nacional para responder à crise económica do país.

“A isso não lhe vou responder sim, não lhe vou responder não, não lhe vou responder talvez. Não penso nada sobre isso, porque neste momento a prioridade não é pensar sobre isto”, alegou.

Para o presidente do PSD, atualmente, “é a parte sanitária em primeiro lugar e a parte económica em segundo”.

Em relação à evolução da economia portuguesa no pós-crise sanitária, o líder social-democrata advertiu que Portugal vai viver “tempos muito pesados”.

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