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Rúben Amorim nega palavras que sustentam castigo de 15 dias do Conselho de Disciplina

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O treinador do Sporting negou hoje ter proferido as palavras que lhe são atribuídas na deliberação do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol para sustentar o castigo de 15 dias que lhe foi aplicado e prometeu defender-se.

Em conferência de imprensa de antevisão da partida de sexta-feira, frente ao Farense, Rúben Amorim advertiu que falaria sobre esse assunto apenas “uma vez”, até para não se “prejudicar mais”, mas frisou que foi expulso no final do encontro com o Famalicão “por afirmações que não são verdade”.

“Se posso ser expulso por palavrões, expulsem-me, mas o que está a dar sustentação ao castigo, aquilo de ‘conseguiste o que querias’, é falso. Portanto, vou-me defender, mas é a última vez que falo sobre qualquer processo ou castigo que tenha, porque o grande prejudicado sou eu”, adiantou.

Ainda assim, o técnico acabou por voltar ao assunto para admitir que não concorda com a suspensão que lhe foi aplicada e reconhecer que é “a palavra do árbitro” contra a sua, mas garantiu estar “de consciência tranquila”.

“Principalmente, porque sei o que disse e porque nunca vim para aqui dizer que não disse. Nunca fui santo. Vocês não devem conhecer um jogador que esteve duas vezes suspenso pelo mesmo clube e a treinar à parte… Portanto, nunca me quis [fazer] passar por santo, mas sei o que digo e o que não digo. E estando de consciência tranquila, isso é o principal para mim”, sublinhou.

O treinador do Sporting foi suspenso por 15 dias pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, após a expulsão no jogo frente ao Famalicão (1-1), da 26.ª jornada da I Liga.

O técnico dos ‘leões’, que foi expulso pela quarta vez, vai cumprir uma suspensão de 15 dias, além de pagar uma multa de 6.375 euros, segundo o mapa de castigos divulgado na terça-feira, que salienta que Rúben Amorim proferiu “palavras injuriosas dirigidas à equipa de arbitragem” no final do jogo.

Já sobre o atual momento da equipa, Rúben Amorim garantiu que esta “está melhor”, apesar de ter empatado nos últimos dois jogos, e frisou que os jogadores acreditam no seu técnico quando este lhes diz isso, para além de ter repetido, também mais do que uma vez, que o Sporting tem capacidade para bater o Farense “com ou sem” o treinador no banco.

“Tivemos dois jogos em que não conseguimos ganhar, mas fomos superiores. Aumentámos o nosso número de oportunidades, diminuímos as dos adversários, mas três remates enquadrados deram dois golos. Mas a equipa está tranquila, acredita em mim quando digo que estão melhores e a equipa está melhor”, frisou.

Para sustentar a sua ideia, o técnico lembrou que “há coisas no futebol que não se explicam” e recordou uma jornada recente, onde o último minuto de duas partidas distintas ditou um cenário diametralmente oposto na classificação.

Nesse sentido, Rúben Amorim recordou que “na jornada do Moreirense (1-1), um rival [FC Porto] esteve empatado até ao último minuto e ficaria com uma desvantagem maior”, enquanto os ‘leões’ estiveram em vantagem até ao último minuto e acabaram por ceder um empate.

“Portanto, o que poderia ser uma vantagem maior, tornou-se menor. Passámos de 10 pontos para oito, num minuto, se fosse diferente, seriam 12. O futebol é mesmo assim e o que explico aos jogadores é que muda de um momento para o outro e se mudou, neste momento, também pode voltar a mudar”, desvalorizou.

O Sporting visita o Farense na sexta-feira, em partida da 27.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, na qual Rúben Amorim não vai contar com o defesa central Feddal, que fica em Lisboa “a recuperar de algumas mazelas”, segundo adiantou o técnico.

Os ‘leões’ entram em campo com uma vantagem de seis pontos sobre o segundo classificado, o FC Porto, depois de terem cedido dois empates nos dois últimos encontros do campeonato, frente a Moreirense e Famalicão, ambos por 1-1.

Atualidade

Dragão vai ser palco da “Champions” onde vão poder estar 12 mil adeptos

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O Porto vai acolher pela primeira vez uma final de uma competição europeia de clubes, depois de a UEFA ter anunciado hoje que a decisão da Liga dos Campeões de futebol vai realizar-se no Estádio do Dragão.

“A capacidade do estádio para o jogo vai ser finalizada e confirmada oportunamente, em cooperação com as autoridades portuguesas e com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF). No entanto, os adeptos das equipas finalistas vão poder comprar bilhetes através dos clubes da forma habitual, estando 6.000 bilhetes disponíveis por clube, que vão ser colocados à venda o mais rapidamente possível, a partir de hoje”, lê-se no comunicado da UEFA.

A final 100% inglesa entre Manchester City e Chelsea, em 29 de maio, vai ter como ‘pano de fundo’ o recinto do FC Porto, que esteve para ser o palco da Supertaça Europeia do ano passado, entretanto alterada para Budapeste, devido à pandemia de covid-19.

A final estava marcada para o Estádio Atatürk em Istambul, mas, na sequência da decisão do governo britânico de colocar a Turquia na lista vermelha de destinos de viagem covid-19, a realização da final ali significaria que nenhum dos adeptos dos clubes poderia viajar para o jogo.

A cidade do Porto e o Estádio do Dragão vão, assim, acolher a terceira final de uma Liga dos Campeões em Portugal e a segunda consecutiva, já que há pouco menos de um ano, precisamente por causa da crise mundial de saúde pública, a UEFA optou por realizar uma ‘final a oito’ em Lisboa, nos estádios da Luz e José Alvalade.

Outro recinto do Euro2004, o Estádio do Bessa, no Porto, recebeu a final do campeonato da Europa de sub-21 de 2006, em 04 de junho, quando os Países Baixos conquistaram o título, ao derrotarem a Ucrânia, por 3-0.

 

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