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Rosa Grilo não denunciou às autoridades a morte do marido por “medo”

O Tribunal de Loures começou  o julgamento de Rosa Grilo e António Joaquim, acusados pelo Ministério Público da coautoria do homicídio do triatleta Luís Grilo, marido da arguida.

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Justiça

Rosa Grilo assumiu esta terça-feira ao Tribunal de Loures que foi por “medo” dos homens que alegadamente mataram o seu marido que não denunciou o crime às autoridades, agindo sempre no sentido de dar credibilidade à tese do desaparecimento de Luís Grilo.

Da parte da manhã, Rosa Grilo reiterou que o marido foi morto na casa do casal, no concelho de Vila Franca de Xira, por “três indivíduos” angolanos devido a negócios com diamantes, acrescentando que Luís Grilo foi morto à sua frente com dois tiros na cabeça, em 16 de julho do ano passado.

Da parte da tarde, contou ao tribunal de júri que, pelas 20:00 desse dia, já depois do seu marido estar morto e de ter sido enrolado em sacos do lixo e de ter sido levado por dois dos alegados autores do crime para Benavila, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, onde o corpo foi encontrado, se dirigiu ao posto da GNR para dar conta do desaparecimento de Luís Grilo.

A arguida disse que regressou a casa cerca de quatro horas depois, período durante o qual deixou o seu filho, menor, sozinho em casa com o “assassino” do seu marido, justificando que “fez o que lhe mandaram”. Disse que também limpou os vestígios de sangue em casa e que se desfez de roupa, nomeadamente de lençóis, que também tinham sangue.

Para sustentar a tese do desaparecimento, Rosa Grilo assumiu que também se desfez da bicicleta com a qual o marido e triatleta fazia os treinos, levando-a para debaixo da ponte de Vila Franca de Xira, assumindo que nunca entrou em pânico e que sempre tentou agir naturalmente.

Dois dias após o homicídio, e depois de os supostos autores do crime terem abandonado a arma de António Joaquim no escritório, Rosa Grilo foi devolvê-la ao arguido, com quem assumiu manter em tribunal uma relação extraconjugal.

A arguida explicou que levou a arma para a sua habitação “às escondidas” da casa do arguido, para se sentir “mais segura”, na sequência de uma conversa que teve com o marido, durante a qual Luís Grilo lhe terá dito que tinha feito “um disparate” relacionado com a entrega de diamantes e na qual teria um papel de intermediário.

“Quando restituí a arma ao António [Joaquim] não lhe contei o que se passou. Não queria envolver mais ninguém, colocar mais ninguém em perigo”, justificou Rosa Grilo, admitindo que devia ter contado ao arguido o que se tinha passado assim como denunciar o crime às autoridades.

Três dias após o homicídio de Luís Grilo, o arguido António Joaquim dormiu na casa de Rosa Grilo pois a arguida “estava com medo”.

“Mas aí estava a colocar o António em risco?”, questionou a presidente do coletivo de juízes. “Não pensei nisso”, respondeu a arguida.

A presidente do coletivo de juízes manifestou alguma incredulidade perante a versão completa apresentada pela arguida, questionando-a sobre os motivos que a levaram a ter esta atitude e a “atrasar a atuação da polícia”, ainda por cima quando se sentia “insegura”, tendo a arguida respondido sempre que foi por “medo”, alegando que continuava a ser perseguida e controlada pelos homens.

O julgamento prossegue pelas 09:30 de 17 de setembro com a continuação da audição de Rosa Grilo.

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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