Atualidade
Reunião do Eurogrupo suspensa após 16 horas de discussão sem acordo

A reunião do Eurogrupo foi suspensa esta madrugada após 16 horas de discussões sem consenso para um compromisso político sobre a resposta económica da Europa à crise provocada pela pandemia covid-19, sendo retomada na quinta-feira.
“Após 16 horas de discussões, chegámos perto de um acordo, mas ainda não estamos lá”, pelo que “suspendi o Eurogrupo e [a discussão] continua amanhã, quinta-feira”, informa através da rede social Twitter o presidente do fórum de ministros das Finanças da zona euro, o português Mário Centeno.
After 16h of discussions we came close to a deal but we are not there yet.
I suspended the #Eurogroup & continue tomorrow, thu.
My goal remains: A strong EU safety net against fallout of #covid19 (to shield workers, firms &countries)& commit/ to a sizeable recovery plan pic.twitter.com/kGHoURgdrv— Mário Centeno (@mariofcenteno) April 8, 2020
O responsável garante que, ainda assim, o seu objetivo para a resposta europeia à crise “permanece” o mesmo, visando criar a consenso para “uma forte rede de segurança da União Europeia contra as consequências da covid-19, protegendo trabalhadores, empresas e países, e compromissos com um plano significativo de recuperação”.
A videoconferência, conduzida desde Lisboa por Mário Centeno, começou na terça-feira já com um atraso de uma hora, às 15:00 de Lisboa, tendo sido interrompida cerca das 18:00 para uma pausa de uma hora.
Porém, essa interrupção – durante a qual são feitos os tradicionais contactos bilaterais para tentar alcançar consensos – foi sendo prolongada até às 22:00 de Lisboa, até ao anúncio de que os trabalhos iriam entrar noite dentro.
Contudo, o compromisso a que os ministros das Finanças estão ‘obrigados’ a chegar está a revelar-se difícil de ‘fechar’, pois o ponto mais controverso da resposta, o financiamento para os Estados-membros, que Centeno defende que deve ser garantido através de linhas de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), por ser a opção mais prática e “consensual”, continua a dividir os Estados-membros.
De um lado, vários países, encabeçados por Itália, defendem antes a emissão conjunta de dívida – os chamados ‘eurobonds’ ou ‘coronabonds’ – e o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, já reafirmou a sua oposição à solução em forma de empréstimos do fundo de resgate da zona euro. Do outro, um conjunto de países, com Holanda à cabeça, rejeita liminarmente a mutualização da dívida, e, mesmo em relação às linhas de crédito do MEE, quer impor condições.
Mais pacíficas serão as duas outras vertentes do pacote de emergência que o presidente do Eurogrupo espera ‘fechar’ nesta reunião, para apresentar aos chefes de Estado e de Governo da UE: o programa de 100 mil milhões de euros proposto pela Comissão Europeia para financiar regimes de proteção de emprego e uma garantia de 200 mil milhões de euros do Banco Europeu de Investimento para apoiar as empresas em dificuldades, especialmente as pequenas e médias empresas.
Em pouco mais de um mês, esta é a quarta reunião por videoconferência dos ministros das Finanças europeus para tentar acordar uma resposta comum à crise do novo coronavírus, sendo que desta feita é-lhes ‘exigido’ um compromisso, para ser apresentado aos líderes europeus.

Atualidade
Covid-19: Portugal com 380 mortos e 13.141 infetados

Portugal regista hoje 380 mortos associados à covid-19, mais 35 do que na terça-feira, e 13.141 infetados (mais 699), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortos (208), seguida da região Centro (96), da região de Lisboa e Vale do Tejo (68) e do Algarve, com oito mortos.
Relativamente a terça-feira, em que se registavam 345 mortos, hoje observou-se um aumento de 10,1% (mais 35).
De acordo com os dados da DGS, há 13.141 casos confirmados, mais 699, o que representa um aumento de 5,6% face a terça-feira.
Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 104.886 casos suspeitos, dos quais 5.903 aguardam resultado das análises.
O boletim epidemiológico indica também que há 85.842 casos em que o resultado dos testes foi negativo. O número de doentes recuperados aumentou para 196 (eram 184).
A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 7.386, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo, com 3.424 casos, da região Centro (1.865), do Algarve (251) e do Alentejo, que hoje apresenta 93 casos.
Há ainda 70 pessoas infetadas com o vírus da covid-19 nos Açores e 52 na Madeira.









