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Restaurantes vão ter financiamento para cinzeiros

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Depois de ter sido aprovada a lei que prevê multas a quem deitar as beatas ao chão, as entidades que ficarem obrigadas a disponibilizar cinzeiros aos clientes vão poder candidatar-se a apoios para financiamento no âmbito do Fundo Ambiental, de acordo com o Jornal de Negócios.

A nova lei — que ainda tem de subir a plenário na próxima sexta-feira — prevê a aplicação de coimas para os fumadores que não depositem as pontas de cigarro no cinzeiro e se limitem a atirá-las para o chão, bem como para as entidades que não disponibilizem cinzeiros aos seus clientes.

Durante o primeiro ano após a entrada em vigor da nova lei, não será aplicada qualquer penalização. Tal é um período de transição, durante o qual as entidades poderão concorrer a financiamento para os cinzeiros.

Entre as entidades visadas estão a restauração, hotelaria, e todo um conjunto de organizações instaladas em edifícios para fins não habitacionais onde seja proibido fumar.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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