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Quem são os 21 portugueses eleitos para o Parlamento Europeu?

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Foto: Parlamento Europeu - Gabinete em Portugal

O Partido Socialista, encabeçado por Pedro Marques, é o que mais deputados vai levar a Bruxelas após eleições com maior taxa de abstenção desde 1987, quando Portugal aderiu à então Comunidade Económica Europeia (CEE).

A oposição social-democrata teve o pior resultado da história, mas a grande surpresa vai para o Pessoas Animais Natureza (PAN), que vai ocupar uma das 21 cadeiras.

Ainda com uma distribuição provisória, e de acordo com o Observador, conheça a comitiva que vai representar Portugal na União Europeia.

PS (32,45%)
Nove a dez deputados

Pedro Marques
Economista, foi autarca no Montijo e depois secretário de Estado da Segurança Social e ministro do Planeamento e Infraestruturas. Abandonou esse cargo para se candidatar ao Parlamento Europeu e encabeçar a lista do Partido Socialista.

Maria Manuel Leitão Marques
É professora na Universidade Coimbra, mas já foi secretária de Estado e, mais recentemente, Ministra da Presidência e Modernização Administrativa. Uma das obras mais famosas criadas por ela nesse cargo foi o SIMPLEX.

Pedro Silva Pereira
Foi secretário de Estado do Território e da Conservação da Natureza e ministro da Presidência no governo de José Sócrates. Agora é presidente da Fundação Res Publica, cargo que acumula com o papel de deputado no Parlamento Europeu, onde é vice-presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais e membro das comissões de Economia e de Comércio Internacional.

Margarida Marques
Foi chefe da delegação da Comissão Europeia em Portugal e secretária de Estado dos Assuntos Europeus. É também deputada na Assembleia da República, vice-presidente da comissão dos Assuntos Europeus e membro da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

André Bradford
Foi membro do Comité Permanente dos presidentes das Regiões Ultraperiféricas e representante dos Açores no Comité das Regiões da União Europeia. É líder parlamentar do PS na Assembleia Legislativa Regional do PS nos Açores.

Sara Cerdas
Tem o mestrado em Medicina pela Universidade de Lisboa. Também é mestre em Saúde Pública pela Universidade sueca de Umea.

Carlos Zorrinho
É deputado do Parlamento Europeu onde chefia a delegação socialista portuguesa. É também membro das comissões de Indústria, Investigação e Energia e do Ambiente, Saúde e Segurança Alimentar.

Isabel Santos
Foi governadora civil do Porto e é deputada à Assembleia da República. É vice-presidente da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação Europeia, onde também já desempenhou as funções de presidente da Comissão de Democracia, Direitos Humanos e Questões Humanitárias.

Manuel Pizarro
Foi deputado e secretário de Estado da Saúde, responsável pela reforma dos cuidados de saúde primários, pelo alargamento do cheque dentista, pela criação do banco nacional de células do cordão umbilical e pela construção do Centro Materno-Infantil do Norte. É vereador da Câmara Municipal do Porto e presidente da federação do Porto do PS.

Isabel Estrada Carvalhais
É professora associada da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, diretora da Licenciatura em Ciência Política, diretora-adjunta e investigadora integrada do Centro de Investigação em Ciência Política.

 

PSD (22,90%)
Seis deputados

Paulo Rangel
É vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE) e do Grupo Parlamentar. Coordenou o grupo de trabalho sobre o Futuro da Europa, preside ao “think-tank” do PPE e é responsável pela candidaturas partidárias do espaço europeu e extra europeu ao PPE. É uma das vozes mais ativas sobre a crise humanitária da Venezuela.

Lídia Pereira
Preside à maior organização política da juventude europeia — a Juventude do Partido Popular Europeu (YEPP). Também chegou a ser diretora de relações internacionais da Comissão Política Nacional. Estagiou no Banco Europeu de Investimentos e em várias consultoras.

José Manuel Fernandes
Esteve envolvido nas negociações do Plano Juncker, do fundo de solidariedade para os incêndios de 2017 e na criação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. É conhecido como Mr. Budget por ter um papel ativo na arquitetura do orçamento da União Europeia e dos fundos europeus.

Graça Carvalho

Foi deputada europeia e trabalha agora na Comissão Europeia. A ex-ministra da Ciência e do Ensino Superior é especialista na área da energia, ciência, inovação, indústria e alterações climáticas.

Álvaro Amaro

Foi Presidente da Câmara da Guarda e, antes, de Gouveia. É um especialista na área da agricultura e uma voz ativa na defesa do desenvolvimento regional e sobretudo do interior do país.

Cláudia Monteiro de Aguiar

Como deputada do Parlamento Europeu foi responsável por tornar o turismo como uma área de mais investimento da União Europeia. Com atividade de relevo na área dos transportes, está principalmente envolvida na defesa das pescas e das comunidades portuguesas fora da União Europeia.

 

Bloco (10,25%)
Dois deputados

Marisa Matias
É da Comissão Política do Bloco de Esquerda e já exerceu dois mandatos no Parlamento Europeu. Mais recentemente, foi coordenadora da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários (ECON) e integra também a Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia (ITRE). Foi Vice-Presidente das Comissões Especiais sobre as Decisões Fiscais Antecipadas e Outras Medidas de Natureza ou Efeitos Similares.

José Gusmão
Foi deputado à Assembleia da República na XI Legislatura, tendo sido vice-presidente da Comissão de Orçamento e Finanças. Trabalhou como assistente no Parlamento Europeu, com Miguel Portas e Marisa Matias. Integra a Comissão Política do Bloco de Esquerda.

 

CDU (7,40%)
Um a dois deputados

João Ferreira
É deputado do PCP no Parlamento Europeu e foi vereador na Câmara Municipal de Lisboa. Chegou também à vice-presidência da Delegação Assembleia Parlamentar Paritária África, Caraíbas e Pacífico da União Europeia e a coordenador para o Grupo Confederal GUE/NGL. É membro do Comité Central do PCP.

Sandra Pereira
É investigadora no Centro de Linguística da Universidade de Lisboa. Dirige a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica e é membro da direção do Sector Intelectual da Organização Regional de Lisboa do PCP.

 

CDS-PP (6%)
Um deputado

Nuno Melo
Foi vice-presidente da Assembleia da República, presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão, conselheiro nacional do CDS/PP e, por inerência, membro da Comissão Executiva do CDS-PP. É também um repetente na Europa.

 

PAN (5,50%)
Um deputado

Francisco Guerreiro
É assessor parlamentar do PAN e acompanha a Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação. Foi candidato à presidência da Câmara Municipal de Coimbra nas Autárquicas 2014 e à Câmara Municipal de Cascais nas Autárquicas de 2017, que obteve 4,56% dos votos e a eleição de duas deputadas municipais.

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PAN apela à intervenção de Marcelo e Costa na crise ambiental na Amazónia

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O PAN apelou hoje ao Presidente da República e ao primeiro-ministro que intervenham na crise ambiental na Amazónia, chamando os embaixadores do Brasil, Paraguai e Bolívia, e levando o possível congelamento de acordo com o Mercosul ao Conselho Europeu.

O eurodeputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), Francisco Guerreiro, faz um conjunto de apelos em duas cartas abertas dirigidas ao chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao líder do executivo, António Costa.

Francisco Guerreiro pede a Marcelo Rebelo de Sousa que garanta “que, na próxima visita oficial do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Portugal, agendada para o início de 2020, os tópicos do desmatamento, da destruição da biodiversidade e da selva amazónica, da perseguição a ativistas ambientais, tal como a tentativa de usurpação de terras demarcadas indígenas, sejam prioritários na agenda bilateral”.

O deputado europeu quer também que o Presidente português chame o representante diplomático do Brasil e esclareça qual a posição oficial daquele país “relativamente ao cumprimento do Acordo de Paris e ao princípio do desmatamento zero”.

O PAN quer ainda que Marcelo solicite junto do secretário-geral da ONU, António Guterres, “os meios científicos, diplomáticos e financeiros que garantam a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta amazónica e que proactivamente incluam o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa no centro deste roteiro”, assim como assegurar “junto das instituições europeias e dos países da CPLP o apoio a este roteiro internacional”.

Ao primeiro-ministro, o eurodeputado pede-lhe que convoque com urgência “os embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal para tomar conhecimento e discutir as ações que estão a ser tomadas pelos seus governos em relação aos atuais incêndios, ao desmatamento decorrente e à destruição generalizada da floresta amazónica”.

Francisco Guerreiro pretende ainda que António Costa garanta que, na próxima reunião do Conselho Europeu, a 10 e 11 de outubro, seja incluída na ordem de trabalhos “o congelamento, por tempo indeterminado, da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul”.

 

Com Lusa

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