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Produção de azeite pode parar no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

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A apanha de azeitona e a produção de azeite correm o risco de parar e o setor olivícola pode colapsar no Alentejo por falta de capacidade das fábricas da região para armazenar bagaço proveniente dos lagares.

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

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Sindicato acusa Grupo Trofa Saúde de controlar idas à casa de banho dos funcionários

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Os funcionários do ‘call center’ da Trofa do Grupo Trofa Saúde têm as idas à casa de banho controladas pela administração, acusou hoje em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

A situação que, segundo o sindicato, “já dura há muito tempo, foi agravada na semana passada, quando a empresa decidiu afixar no quadro os tempos diários despendidos pelos trabalhadores nas pausas, que inclui pausas para a refeição e pausas para a casa de banho”.

“Nesta central de contactos do grupo, os trabalhadores são obrigados a registar no computador que usam um código (WC) quando se deslocam à casa de banho”, refere ainda o comunicado do sindicato que acusa a empresa de, com este comportamento, “violar a lei e a Constituição da República Portuguesa”.

As acusações do sindicato apontam ainda para “a criação nas unidades de saúde do Grupo Trofa Saúde” de “um sistema de banco de horas ilegal”, que obriga os funcionários “a trabalharem 10, 12 e mais horas diárias sem pagamento de qualquer trabalho suplementar”, que põem em causa, “de forma grave, a vida pessoal e familiar” destes.

Acrescenta o comunicado que o grupo “não paga a muitos trabalhadores o subsídio de turno de 15% previsto na contratação coletiva”, não os “classifica devidamente” e “paga salários muito baixos”, além de que “recusa aplicar a contratação coletiva aos trabalhadores das centrais de contactos”, bem como “o diálogo com o sindicato” e a participação “numa reunião no Ministério do Trabalho requerida pelo sindicato”.

Perante isto, o sindicato revelou ter solicitado “a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho”, descontente por “um dos maiores grupos económicos do setor da hospitalização privada em Portugal”, que “anunciou recentemente a abertura de um hospital em Luanda”, o fazer “à custa da exploração desenfreada dos trabalhadores”.

A Lusa tentou obter uma reação do Grupo Trofa Saúde, mas, até ao momento, não foi possível.

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