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Prisão preventiva para suspeita de matar marido em Alenquer

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A mulher suspeita de matar o companheiro com uma faca em Alenquer, no distrito de Lisboa, vai aguardar julgamento em prisão preventiva, depois de ter sido hoje presente a tribunal, disse à agência Lusa fonte da PJ.

No domingo à noite, depois de ter sido esfaqueado – alegadamente pela companheira, de 30 anos -, o homem meteu-se no automóvel e conduziu até um café da aldeia vizinha de Vila Verde dos Francos, também no distrito de Lisboa, para pedir ajuda, explicou à agência Lusa fonte policial.

Alertadas as autoridades, a vítima, de 33 anos, foi sujeita a manobras de reanimação, mas acabou por não resistir aos ferimentos e morreu dentro da ambulância à porta do café.

As autoridades policiais deslocaram-se à residência do casal e encontraram a mulher com sangue.

A arguida admitiu às autoridades ter sido a autora da facada, justificando que era vítima de violência doméstica, e foi detida pela Polícia Judiciária.

O casal tem dois filhos, que não presenciaram o crime e que foram entregues a familiares da arguida.

A Polícia Judiciária está a investigar as causas do crime.

 

Com Lusa

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UE pressiona Brasil a combater desflorestação

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A União Europeia (UE) vai continuar a exigir que o Brasil cumpra os seus compromissos de combate à desflorestação da floresta amazónica, mas rejeita banir a importação de carne bovina como retaliação, afirmou hoje a comissária do Comércio.

“Boicotar produtos não é, geralmente, uma boa ideia. E se um país disser que quer boicotar as [importações] de carne bovina brasileira, isso é contra as regras da Organização Mundial de Comércio [OMC] e não estamos autorizados a fazê-lo”, afirmou a comissária europeia Cecilia Malmström.

Em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, a responsável notou que “cabe aos consumidores decidir o que fazer”.

“Os consumidores compram e são muito poderosos, mas oficialmente termos um boicote não é uma boa ideia”, acrescentou Cecilia Malmström.

As declarações da comissária europeia do Comércio surgem depois de, recentemente, alguns países da UE – como França, Irlanda, Áustria e Luxemburgo – terem ameaçado bloquear o processo de ratificação do acordo de livre comércio entre a União e a Organização do Mercado Comum do Sul (Mercosul) se o Brasil não começar a cumprir as suas obrigações climáticas de proteção da Amazónia.

A desflorestação da floresta amazónica tornou-se mais evidente devido aos incêndios de grandes dimensões que afetaram a Amazónia em agosto passado, com os líderes mundiais, nomeadamente europeus, a exigirem ação por parte do Brasil.

Em Portugal, são quase 1.800 as empresas que exportam para a região do Mercosul, num total de 40 mil postos de trabalho abrangidos e de 2,5 mil milhões de euros gerados por estas trocas comerciais.

Para Cecilia Malmström, o acordo UE-Mercosul é, inclusive, uma forma de forçar o Brasil a cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris de combate às alterações climáticas, firmado em 2015.

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