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Prisão preventiva para homem suspeito de ter matado ex-mulher em Cascais

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O homem suspeito de ter matado a ex-mulher no sábado em Cascais vai aguardar julgamento em prisão preventiva, anunciou o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

O arguido, de 43 anos, estrangeiro, é suspeito da prática do crime de homicídio em contexto de violência doméstica.

A mulher, também estrangeira, foi morta no sábado à noite, tendo o arguido se colocado em fuga, disse à Lusa na ocasião fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.

De acordo com a mesma fonte, o homem desferiu “pelo menos duas facadas na zona do tórax” da vítima que, apesar de assistida pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), acabou por morrer no local.

“Após deslocação ao local foi possível apurar que o suspeito terá atacado a sua ex-companheira com uma arma branca, desferindo-lhe vários golpes na zona abdominal e torácica, resultando na morte da vítima, de 38 anos, que foi encontrada na zona de acesso ao prédio onde habitava”, refere.

Segundo a PSP, “o suspeito terá ainda agredido o seu filho, de 20 anos, que tentou impedir as agressões de que a mãe se encontrava a ser vítima, o que lhe veio a causar lesões na zona da cabeça”.

O arguido acabou por ser intercetado na madrugada de domingo, “ainda com marcas de sangue nas roupas”.

Presente a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste – Cascais, foi determinada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva, tendo o homem sido encaminhado para o Estabelecimento Prisional de Caxias.

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Sindicato acusa Grupo Trofa Saúde de controlar idas à casa de banho dos funcionários

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Os funcionários do ‘call center’ da Trofa do Grupo Trofa Saúde têm as idas à casa de banho controladas pela administração, acusou hoje em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

A situação que, segundo o sindicato, “já dura há muito tempo, foi agravada na semana passada, quando a empresa decidiu afixar no quadro os tempos diários despendidos pelos trabalhadores nas pausas, que inclui pausas para a refeição e pausas para a casa de banho”.

“Nesta central de contactos do grupo, os trabalhadores são obrigados a registar no computador que usam um código (WC) quando se deslocam à casa de banho”, refere ainda o comunicado do sindicato que acusa a empresa de, com este comportamento, “violar a lei e a Constituição da República Portuguesa”.

As acusações do sindicato apontam ainda para “a criação nas unidades de saúde do Grupo Trofa Saúde” de “um sistema de banco de horas ilegal”, que obriga os funcionários “a trabalharem 10, 12 e mais horas diárias sem pagamento de qualquer trabalho suplementar”, que põem em causa, “de forma grave, a vida pessoal e familiar” destes.

Acrescenta o comunicado que o grupo “não paga a muitos trabalhadores o subsídio de turno de 15% previsto na contratação coletiva”, não os “classifica devidamente” e “paga salários muito baixos”, além de que “recusa aplicar a contratação coletiva aos trabalhadores das centrais de contactos”, bem como “o diálogo com o sindicato” e a participação “numa reunião no Ministério do Trabalho requerida pelo sindicato”.

Perante isto, o sindicato revelou ter solicitado “a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho”, descontente por “um dos maiores grupos económicos do setor da hospitalização privada em Portugal”, que “anunciou recentemente a abertura de um hospital em Luanda”, o fazer “à custa da exploração desenfreada dos trabalhadores”.

A Lusa tentou obter uma reação do Grupo Trofa Saúde, mas, até ao momento, não foi possível.

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