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Praia de Faro volta a ter bandeira Verde

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Praia

A bandeira verde voltou esta quarta-feira a ser içada na Praia de Faro, depois das análises à água terem revelado “valores dentro dos parâmetros normais” de concentração de coliformes fecais, disse à Lusa o comandante do Porto de Faro.

De acordo com o responsável da Autoridade Marítima Nacional, a bandeira azul voltou também a ser içada, como símbolo de qualidade das águas balneares, numa visível afirmação de que a situação verificada na terça-feira está “completamente ultrapassada”.

Nuno Cortes Lopes recordou que a situação esteve apenas restringida à praia de Faro, reforçando que foi “uma situação pontual” e que a qualidade das águas é monitorizada em permanência pela ARH/Algarve (Administração da Região Hidrográfica.

Os valores ultrapassados se referiam à bactéria Escherichia Coli, vulgarmente conhecida por E.Coli, o que indica uma contaminação por elevada concentração de coliformes fecais.

Quanto à causa, “uma eventual descarga não tratada por parte de uma embarcação” é uma das possibilidades já que, na altura, os ventos e correntes “concentravam tudo na mesma zona” revelou o responsável da Autoridade Marítima.

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Presidente da República pede atenção para as crianças em situação de pobreza

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O Presidente da República defendeu hoje que é preciso “acelerar passo” na proteção dos direitos das crianças e pediu atenção da sociedade como um todo para as que ainda estão em situação ou risco de pobreza.

Numa cerimónia de comemoração dos 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, no Museu de Marinha, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que este “tem de ser um desafio nacional de todos os dias”.

Segundo o chefe de Estado, “tem de ser a sociedade a exigir mais, a chamar a atenção para este problema” e a questionar “por que é que há aquela bolsa de pobreza de crianças” ou “por que é que ali funciona e ali funciona mal”.

Logo no início da sua intervenção, o Presidente da República saudou a “estratégia que é posta hoje em debate público” sobre os direitos da criança por parte do Governo, congratulando-se também com “a criação de um conselho em que as pessoas que percebem destas matérias vão ser ouvidas pelo menos duas vezes por ano”.

“Fico muito feliz com esta estratégia nacional, que significa uma visão de conjunto e haver programas muito bem definidos sobre o que se vai fazer para os próximos anos, que ela seja discutida e aprovada”, acrescentou.

Ao longo de cerca de 20 minutos, Marcelo Rebelo de Sousa recuou aos anos 50 do século passado, quando a sua mãe trabalhava como assistente social no Casal Ventoso, em Lisboa, para lembrar como “as crianças eram destratadas, maltratadas, esquecidas em Portugal”, que hoje já “não é o mesmo país”.

“Era impressionante ver o que era a vida das crianças em Portugal e em Lisboa há 60 e tal anos, os que não tinham nascido do lado da vida com sol, tinham nascido do lado da sombra: era pobreza, era não ter as mínimas condições de saúde, era não ir à escola”, relatou, perante uma assistência composta por crianças e jovens.

O Presidente da República considerou que a Convenção sobre os Direitos da Criança adotada em novembro de 1989 pelas Nações Unidas “foi um sucesso” que provocou mudanças legislativas, mudanças de formação e de mentalidades sobre a necessidade de “proteção reforçada” das crianças.

No entanto, realçou que ainda “há crianças em zonas de pobreza e de risco de pobreza” e que “há diferenças entre aquelas que vão à escola e as que não vão à escola”.

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