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PR não hesitará em prolongar estado de emergência

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Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que não se pode facilitar em dezembro para conter a epidemia de covid-19.

“Portugueses, com base no que acabo de vos dizer, o que temos a dar como certo é que o estado de emergência dure o que for necessário ao combate à pandemia, sempre com o controlo e o conteúdo democráticos decorrentes da Constituição”, afirmou o Presidente da República , numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa.

O chefe de Estado argumentou que é preciso “quebrar a curva ainda ascendente de casos” de infeção, “para infletir a seguir a curva crescente de internados, cuidados intensivos e de mortes”.

“E que se não facilite – não facilitem os decisores políticos, não facilitem os portugueses em dezembro, do princípio ao fim de dezembro, para não ter de se sofrer um agravamento pesado ao virar 2021. E que se procure continuar a equilibrar esta exigência com o não parar a economia, a sociedade, a cultura, que é um esforço que sabemos difícil para todos os portugueses”, apelou.

No início da sua intervenção, Marcelo anunciou a decisão de decretar a renovação do estado de emergência até 08 de dezembro, tendo em conta a situação atual da epidemia de covid-19 e a indicação dos especialistas de que “as medidas demoram cada vez mais a produzir os efeitos visados”. e de que poderá haver “uma terceira vaga” entre janeiro e fevereiro do próximo ano.

Marcelo Rebelo de Sousa advertiu que “é provável que nova subida de casos, ou dito mais simplesmente, uma terceira vaga possa ocorrer entre janeiro e fevereiro, e será tanto maior quanto maior for o número de casos um mês antes” e que, por isso, “importa conter fortemente em dezembro o processo pandémico, mesmo que ele dias antes aparentasse ter o pico da chamada segunda vaga”

“Se tudo isto impuser a ponderação em devido tempo de segunda renovação do estado de emergência de 09 a 23 de dezembro, ou mesmo mais renovações posteriores, que ninguém se iluda: não hesitarei um segundo em propô-las para que o Governo disponha de base suficiente para aprovar o que tenha de ser aprovado”, acrescentou.

Ao pedir que “não se facilite” em dezembro, Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu “que se atente no testemunho notável das confissões religiosas” que, no seu entender, “desde março, têm dado um exemplo de serviço à comunidade, mesmo quando se trata de datas fundamentais para as suas convicções, para as suas tradições”.

Este é o quinto decreto de estado de emergência de Marcelo Rebelo de Sousa nesta conjuntura de pandemia de covid-19.

 

Lusa

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Covid-19: Portugal com mais 79 mortos e 4.935 novos casos

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Portugal contabiliza hoje mais 79 mortos relacionados com a covid-19 e 4.935 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 4.803 mortes e 312.553 casos de infeção pelo novo coronavírus, estando hoje ativos 73.712 casos, menos 164 do que na quinta-feira.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internadas 3.295 doentes, menos 35 do que no dia anterior, dos quais 526 em cuidados intensivos, mais um.

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