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Português que resgatou milhares de migrantes no Mediterrâneo arrisca 20 anos de prisão

Em 2016, Miguel entrou num barco para resgatar migrantes no Mediterrâneo. Em 2018 foi constituído arguido por apoio à imigração ilegal.

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O governo italiano constituiu arguido um voluntário português que participou no resgate de milhares de migrantes no mar Mediterrâneo.

De acordo com o Observador, Miguel Duarte trabalha com mais nove pessoas na organização não-governamental (ONG) alemã Jugend Rettet, que, a bordo do navio Iuventa, participou em missões de resgate de migrantes e refugiados no Mediterrâneo. Agora é acusado de auxílio à imigração ilegal e enfrenta uma pena que pode chegar aos 20 anos de prisão.

A história de Miguel Duarte, aluno de doutoramento em Matemática no Instituto Superior Técnico, está contada no canal da Humans Before Borders, uma plataforma portuguesa de apoio aos migrantes .

Enquanto voluntário, Miguel participou no resgate de 14 mil pessoas. Mas em 2018, no ano em que quase 2.300 pessoas morreram na tentativa de chegar à Europa pelo Mediterrâneo, a Itália acusou-o de apoio à imigração ilegal, tráfico humano e posse de armas de fogo. As duas últimas acusações já caíram. Mas a outra prossegue e pode colocá-lo na prisão.

Apesar das acusações, Miguel Duarte afirma que faria tudo novamente — algo que deu o mote à hashtag que tem sido usadas nas redes sociais para escrever sobre a campanha, #EuFariaOMesmo.

A campanha de angariação de fundos para Miguel Duarte começou a 7 de junho e já recolheu mais de 33 mil euros que o ajudarão a suportar os custos legais do processo. Termina a 12 de julho.

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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