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Portugal participa nos Mundiais de atletismo apenas com 14 atletas

Portugal só esteve representado por 15 ou menos atletas em Moscovo2013 (12), Paris2003 (14) e Helsínquia1983, na primeira edição do Mundial (11).

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Portugal vai apresentar, na quinta-feira, uma seleção de apenas 14 atletas para os Mundiais de atletismo, que vão decorrer em Doha, de 27 de setembro a 06 de outubro, uma das menores delegações lusas de sempre.

Dos atletas que fizeram mínimos no prazo fixado, que terminou na sexta-feira, há apenas que retirar o nome de Dulce Félix, com marca para a maratona, mas que já avisou que continua lesionada.

Relativamente aos atletas que poderão receber convite por ‘ranking’, sem marca de qualificação, é praticamente certo que Liliana Cá ainda possa conseguir o ‘passaporte’ por essa via, para o lançamento do disco.

Uma situação com que os responsáveis portugueses ainda não jogam, pelo que vão apresentar publicamente a seleção com os 14 nomes que já estão confirmados. No entanto, se o convite chegar para a lançadora, a resposta será positiva.

O caso dos repescados por ‘ranking’ será analisado pela IAAF entre os dias 12 a 16. Além de Liliana Cá, que se tem continuado a treinar, na convicção da repescagem, há dois atletas que ainda alimentam alguma esperança, por estarem três lugares abaixo da ‘linha de corte’ em relação aos atletas previstos – são eles Vera Barbosa, nos 400 metros barreiras, e Tsanko Arnaudov, no peso.

Ou seja, para entrarem na equipa para Doha, será necessário que desistam três atletas mais bem posicionados.

O quadro para Doha2019 está completamente fora das perspetivas da FPA, que no seu Plano de Atividades para 2019 apontava para muito mais – exatamente 35 atletas.

 

– Lista dos atletas com que a FPA conta para os Mundiais de atletismo, com indicação de especialidade e marca:

 

Masculinos (4):

Triplo Pedro Pichardo 17,53 metros

Nelson Évora 17,13

Peso Francisco Belo 20,97 metros

20 km M João Vieira 1:22.06 horas

50 km M João Vieira 3:46.38 horas

 

Femininos (10):

100 m Lorène Bazolo 11,23 segundos

400 m Cátia Azevedo 51,62 segundos

Triplo Patrícia Mamona 14,44 metros

Susana Costa 14,43

Evelise Veiga 14,32

Disco Irina Rodrigues 62,74 metros

20 km M Inês Henriques 1:29.15 horas

Ana Cabecinha 1:29.41

50 km M Inês Henriques 4:09.21 horas

Mara Ribeiro 4:27.14

Maratona Salomé Rocha 2:24.47 horas

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Desporto

Livro sobre Jorge Jesus pretende mostrar que sucesso no Brasil não é por acaso

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Foto: Facebook Bertrand

O livro “Mister Jesus, 30 anos de uma carreira ímpar” pretende mostrar que o sucesso do treinador português de futebol no Brasil e na América do Sul se deve à sua preparação, segundo o autor, Rui Pedro Braz.

“Este livro pretende mostrar que o sucesso de Jorge Jesus no Brasil, mas também em Portugal, não foi por acaso, por trás do sucesso há uma lógica, uma razão de ser, e dou como exemplo o número de jogadores brasileiros que trabalharam com Jorge Jesus”, explicou à agência Lusa o comentador televisivo.

Apesar de reconhecer que “falta pouco por saber sobre Jorge Jesus”, dada a “forma aberta como fala em conferências de imprensa e entrevistas”, Rui Pedro Braz realçou a necessidade de “reunir esta informação de forma organizada temporalmente”.

“É conhecido o interesse de Jorge Jesus pelo futebol brasileiro, nomeadamente para identificar jogadores, mas o facto de ter trabalhado, nos clubes de primeiro escalão, em Portugal e na Arábia Saudita, com 108 brasileiros, de vários estatutos, desde internacionais a estreantes na Europa, permitiu-lhe ter conhecimento do futebol brasileiro, mas também da forma de trabalhar dos brasileiros, levando a que a sua mensagem passe mais rápido”, referiu.

Jorge Jesus, de 65 anos, conquistou a Taça Libertadores e o ‘Brasileirão’, depois de ter assumido o comando técnico do Flamengo, em julho último, muito por causa da experiência entre os ‘grandes’ de Portugal e da Europa.

“Os treinadores europeus têm dificuldades com o calendário no Brasil, um país continente, com muitos jogos, muitas deslocações, e o Jorge Jesus, na última década, disputou 124 jogos europeus, além das competições nacionais, pelo que já está mais do que habituado a esta exigência”, prosseguiu.

Perante isso, o autor do livro considera que o sucesso do treinador natural da Amadora “não estava ao alcance de nenhum outro treinador português e dificilmente de um europeu”.

“O livro pode ser encarado como uma biografia, por contemplar a infância e a adolescência de Jorge Jesus, a carreira de jogador e a de treinador. Não foi adjunto, porque foi convidado para treinar o Amora ainda com as chuteiras calçadas no Almancilense”, sublinhou Rui Pedro Braz.

Nas 272 páginas da obra, prefaciada pelo antigo guarda-redes de Benfica e Flamengo Júlio César, o autor destaca vários episódios, nomeadamente já na América do Sul, ao ocorrido em Felgueiras, onde um adepto apontou uma arma ao treinador, à invasão da Academia do Sporting, à morte do avô do treinador numa final da Taça de Portugal e à passagem do pai pelo Sporting.

“Mister Jesus, 30 anos de uma carreira ímpar” vai ser colocado à venda em Portugal na sexta-feira, depois de ser apresentado no Brasil, na terça-feira, às 14:00 locais (17:00 em Lisboa), no Consulado de Portugal no Rio de Janeiro, com a presença do treinador do Flamengo.

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