Ligue-se a nós

Atualidade

Portugal no ‘top’ 20 dos maiores produtores mundiais de calçado

Publicado

Portugal surge no ‘top’ 20 dos maiores produtores de calçado, um “grupo restrito” onde, da Europa apenas constam mais Itália e Espanha, num setor em que 87,4% da produção mundial vem da Ásia, respondendo a China por 55,5%.

De acordo com a última edição do World Footwear Yearbook, elaborado pela Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), Portugal recuperou um lugar e assumiu em 2019 a 20.ª posição do ‘top’ 20 dos maiores produtores mundiais do setor, um “grupo restrito” onde, da Europa, “apenas se intrometem” mais a Itália (10.º lugar) e Espanha (17.º).

“A produção continua a concentrar-se maioritariamente na Ásia, onde se produzem nove em cada 10 pares de calçado. Nos últimos 10 anos, o continente asiático reforçou ligeiramente o seu domínio no panorama internacional, aumentando a sua produção mundial em dois pontos percentuais”, refere a APICCAPS.

Num balanço no âmbito da participação portuguesa na feira de calçado MICAM, que decorre de domingo a quarta-feira em Milão, Itália, a associação aponta ainda a “posição de destaque” ocupada por Portugal ao nível do preço médio de venda, com o segundo valor mais elevado (26,26 dólares por par exportado), entre os principais produtores mundiais de calçado, ainda distante de Itália (57,11 dólares o par), mas já “claramente” acima de Espanha (19,11 dólares o par).

Pelo contrário, o preço médio do calçado exportado pela China ascendeu, em 2019, a 4,72 dólares.

Ainda no domínio do comércio externo, Portugal surge como o 19.º maior exportador mundial de calçado, destacando-se como o 6.º exportador no segmento ‘waterproof’ (à prova de água), com uma quota de 2,6%, e o 10.º maior no segmento de calçado em couro, com uma quota de 3,1% nas exportações mundiais.

Globalmente, os dados mais recentes do World Footwear Yearbook apontam que a produção mundial de calçado aumentou 21,2% na última década, crescendo a uma taxa média anual de 2,2%, enquanto as exportações globais aumentaram 10,6% em volume e 59% em valor.

Em 2019, a indústria mundial abrandou (cresceu apenas 0,6%, mas ainda assim bateu um novo recorde absoluto de 24,3 mil milhões de pares produzidos no final do ano passado), e o valor das exportações progrediu 2%, também para o valor recorde de 146 mil milhões de dólares (cerca de 123 milhões de euros).

“Este crescimento foi impulsionado, maioritariamente, pelos países asiáticos, que aumentaram as suas exportações em 2,8%”, nota a APICCAPS, acrescentando que, “na Europa, a taxa de crescimento foi de 1,2% e, noutras partes do globo, foi ainda mais baixa, ou mesmo negativa”.

De acordo com a APICCAPS, “é expectável que esta trajetória descendente se mantenha em 2020, devido às consequências da pandemia de covid-19”.

A segunda edição do ‘Business Conditions Survey’, realizado junto do painel internacional de especialistas do ‘World Footwear’, prevê mesmo que o consumo mundial de calçado deverá recuar 22,5% este ano, com menos 5.100 milhões de pares de sapatos comercializados a nível global.

O estudo antecipa que “o impacto da pandemia de covid-19 irá penalizar fortemente o setor de calçado em 2020”, ocorrendo “o cenário mais negativo” na Europa, com uma perda estimada de 27% no consumo, equivalente a menos 908 milhões de pares comercializados.

Já na América do Norte o recuo previsto é de 21% (menos 696 milhões de pares), enquanto na Ásia a queda esperada é de 20% (menos 2.400 milhões de pares).

Os dados relativos a 2019 indicam que foram exportados 15 mil milhões de pares de calçado, o que representa 62% de todo o calçado fabricado, surgindo sem surpresa a Ásia como o maior exportador mundial, com uma quota de 83,9%.

Ainda assim, a quota das exportações da Ásia diminuiu ligeiramente na última década, à semelhança do sucedido nos restantes continentes, com a exceção da Europa, que nos últimos 10 anos aumentou a quota nas exportações globais em 2,6 pontos percentuais.

“A China foi a origem de dois em cada três pares de calçado exportados em 2019, mas a quota no mercado tem diminuído de forma sustentada na última década, tendo perdido sete pontos percentuais desde 2010. Em trajetória oposta, o Vietname dobrou praticamente a sua quota no mercado durante o mesmo período, e a Índia e a Turquia têm-se também destacado com desempenhos notáveis no decurso da década”, refere a APICCAPS.

No que respeita ao consumo de calçado, a Ásia (com destaque para a China e Índia) é responsável por mais de metade do consumo global, cabendo à Europa e à América do Norte uma fatia de 15% cada.

“Se os países da União Europeia correspondessem a uma única região, representariam o segundo maior mercado de consumo, com 2.680 milhões de pares comercializados em 2019”, nota a APICCAPS, que destaca ainda as diferenças geográficas nos padrões de consumo de calçado, que, ‘per capita’, varia entre 1,6 pares em África e 5,6 pares na América do Norte.

Atualidade

PAN afirma que Governo pondera confinamento geral em dezembro

Publicado

O PAN afirmou hoje que o Governo pondera decretar confinamento geral na primeira quinzena de dezembro para preservar o período de Natal, mas adiantou que essa medida não é certa e requer vigência do estado de emergência.

Esta eventual medida a tomar pelo Governo foi transmitida aos jornalistas pelo porta-voz do PAN (Pessoas Animais Natureza), André Silva, no final da reunião com o primeiro-ministro, António Costa, destinada a discutir medidas de combate à covid-19 que possam sair do Conselho de Ministros extraordinário deste sábado.

André Silva disse que a possibilidade de se repetir um confinamento geral, tal como aconteceu em março e abril, durante a primeira metade de dezembro, “foi aflorada em termos de fim de gradualismo, ou como uma medida mais restritiva”.

“Na opinião do primeiro-ministro, se for o caso, essa medida procura antecipar ou prever aquilo que poderá ser um impacto enorme ao nível do Natal, fazendo com que as pessoas fiquem mais consciencializadas e reduzam os contactos. É preciso que se chegue ao Natal com a possibilidade de juntar a família”, justificou.

Continue a ler

Populares