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Portugal é o Melhor Destino Sustentável da Europa

O prémio resulta de uma candidatura feita por Portugal. No 2.º lugar ficou Bled, na Eslovénia e em 3.º lugar Mali Losinj, na Croácia.

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Portugal recebeu esta quarta-feira, e pela primeira vez, o prémio de Melhor Destino Sustentável da Europa. A distinção foi anunciada durante a ITB Berlim, a principal feira internacional de turismo.

“É mais um atrativo e mais um cartão de visita para promover Portugal num mercado que valoriza tanto os destinos sustentáveis. É fantástico em termos de notoriedade internacional”, revelou a Ana Mendes Godinho, Secretária de estado do Turismo, em declarações à agência Lusa.

De acordo com Ana Mendes Godinho, a Alemanha é o segundo mercado mais importante para Portugal em termos de dormidas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a 2016, o gasto médio por viagem do turista alemão era de 960 euros, e o gasto médio diário fixava-se nos 91 euros. Em 2018, os turistas alemães geraram 1.900 milhões de euros de receitas, mais 9,8 por cento que em 2017.

A feira ITB Berlim conta com a presença das sete regiões das áreas promocionais turísticas portuguesas: Porto e Norte de Portugal, Centro de Portugal, ATL – Associação Turismo de Lisboa, Alentejo, Madeira e Açores e 92 empresas.

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Produção de azeite pode parar no Alentejo por falta de capacidade para armazenar bagaço

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A apanha de azeitona e a produção de azeite correm o risco de parar e o setor olivícola pode colapsar no Alentejo por falta de capacidade das fábricas da região para armazenar bagaço proveniente dos lagares.

“Esta semana provavelmente, o mais tardar na semana que vem, vai haver um colapso no setor”, porque a apanha de azeitona e a produção de azeite “vão ter que parar”, já que “não há espaço para colocar o bagaço de azeitona produzido pelos lagares” do Alentejo, disse hoje à agência Lusa Aníbal Martins, vogal do conselho de administração da CONFAGRI – Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

Segundo o responsável, as três unidades do Alentejo que transformam bagaço de azeitona proveniente dos lagares da região “têm praticamente esgotada a sua capacidade estática de armazenamento” daquele subproduto resultante da produção de azeite.

Devido ao aumento da produção de azeitona e às condições climatéricas (falta de chuva) “favoráveis à apanha rápida de azeitona”, tem chegado azeitona “em maiores quantidades e mais rapidamente aos lagares” e “um volume inusitado” de bagaço de azeitona para ser transformado nas três unidades, explicou.

Apesar de trabalharem 24 horas por dia durante 11 meses, as três unidades, duas no concelho de Ferreira do Alentejo e uma no concelho de Alvito, têm os tanques de armazenagem “praticamente cheios e a atingir a rutura” e “não havendo onde por o bagaço terá forçosamente de parar a apanha de azeitona e a produção de azeite”, disse.

Aníbal Martins, que também é presidente da FENAZEITES – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores e gerente da União de Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), a dona da unidade de Alvito, alertou que a paralisação do setor, a verificar-se, “poderá provocar prejuízos incalculáveis aos agricultores e às empresas ligadas ao setor”.

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