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“Pior ainda está para vir”, diz Bolsonaro sobre derrame de petróleo

Investigações indicaram que o derrame de petróleo bruto ocorreu a cerca de 700 quilómetros da costa brasileira “entre 28 e 29 de julho”.

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Foto: Facebook Jair Messias Bolsonaro

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, admitiu existir mão criminosa no derrame de petróleo que contaminou mais de 300 praias do nordeste do país e advertiu que “o pior ainda está para vir”.

“O que chegou às praias é uma pequena parte do que foi derramado. O pior está por vir, uma catástrofe muito maior que, ao que tudo parece, foi criminosa”, disse Bolsonaro, em entrevista à Record TV, no domingo.

Desde 2 de setembro, cerca de quatro mil toneladas de petróleo chegaram a 314 praias dos nove estados da região nordeste do Brasil. A Polícia Federal está a investigar o navio de bandeira grega Bouboulina, de propriedade da Delta Tankers LTD e carregado de petróleo venezuelano.

De acordo com Bolsonaro, “todos os indícios” apontam para este petroleiro grego, embora a empresa tenha negado estar na origem do derrame.

As autoridades brasileiras referiram que apenas o navio de bandeira grega atravessou a região nas datas indicadas.

Na sexta-feira, a Polícia Federal efetuou dois mandados de busca em escritórios no Rio de Janeiro ligados ao navio grego suspeito de causar o derrame.

Por sua vez, o Ministro da Defesa brasileiro, Fernando Azevedo e Silva, acompanhou as operações de domingo em Abrolhos, uma região localizada no litoral sul do estado da Baía, que também abriga corais de grande valor ecológico.

Azevedo disse aos jornalistas que a Delta Tankers LTD já havia sido notificada sobre o assunto, embora a empresa tenha negado, num artigo enviado ao jornal Globo, que contactou com as autoridades brasileiras para reiterar não estar envolvida no desastre ecológico.

Veja aqui a entrevista à estação televisiva:

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Maioria dos universitários portugueses que enviam ‘nudes’ desconhecem riscos – estudo

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Um estudo sobre violência sexual ‘online’ no ensino superior em Portugal concluiu que mais de metade dos estudantes que enviaram ‘nude selfies’ não tinha perceção dos riscos incorridos e 5% teve as suas fotografias reencaminhadas para terceiros.

Um estudo exploratório realizado a 525 estudantes de todo o país do Ensino Superior intitulado “Abuso sexual baseado em imagens”, e defendido recentemente na Universidade do Porto, revela que mais de metade das pessoas (52,22%) que enviaram ‘nudes’(imagens fotográficas e ou vídeos de cariz sexual) pela Internet ou telemóvel, dizem que não tiveram a “perceção do risco que estavam a correr” e 8,78% das pessoas da amostra assume que foi “alvo de ameaças”.

Dos entrevistados que enviaram ‘nudes’, 5% assumiu que sofreu vitimização de violência sexual ‘online'”, ou seja, foi vítima de partilha a terceiros não consentida, um dos dados que a psicóloga e autora do estudo, Patrícia Ribeiro, mais destacou na entrevista à Lusa.

Os três maiores impactos do ‘sexting’ (envio de textos e imagens sexualmente sugestivos com conteúdo sexual explícito), foi a humilhação (17,39%), vergonha (15,22%) e o desespero (13,04%).

Segundo o estudo, 70,32% dos casos em que são enviadas imagens de cariz sexual ou ‘nude selfies’ (envio de fotografia e/ou vídeos de nus na Internet) a outra pessoa, o principal recetor(a) dessas imagens é o(a) namorado(a).

A “principal razão” (79,91%) para realizar ‘sexting’ é o existência de uma relação de namoro com a pessoa destinatária, sendo a relação caracterizada por “respeito (14,24%), estabilidade (15,81%) e confiança (21,78%)”.

Cerca de 60% dos estudantes universitários da amostra afirmou ter recebido imagens de cariz sexual e 41,90% disseram ter enviado esse tipo de imagens.

Há 4,5% a assumir que enviou imagens de cariz sexual a “conhecidos apenas virtualmente” e 11,87% a “pessoas que gostavam ou tinham esperança que viesse a existir uma relação”.

Outra das conclusões do estudo revela que a maioria das imagens de cariz sexual são enviadas a pessoas do sexo masculino (85%).

A tese sobre o fenómeno da violência sexual ‘online’, também conhecido por pornografia de vingança, concluiu ainda que a maioria dos ameaçadores são do sexo masculino ‘versus’ as ameaçadoras (1,14%).

O estudo também concluiu que 63,74% dos participantes fariam queixa se fossem alvo de ameaças e que desses participantes a maioria faria a queixa na polícia (74,49%).

Os que não fariam queixa das ameaças justificam-no com o “receio de maior exposição, culpabilização e revitimização institucional (27,8%), vergonha (19,4%) e descrença no sistema de ajuda (18,1%).

Outros dos resultados é que 90,48% dos/as estudantes já tinham ouvido falar em Abuso Sexual Baseado em Imagens e este foi reconhecido enquanto crime em Portugal por 53,90% dos/as estudantes.

O estudo contou com uma amostra de 525 pessoas (86% do sexo feminino), maioritariamente heterossexuais (81%, de nacionalidade portuguesa (95%) e estudantes de licenciatura (48%), com uma média de idades a rondar os 25 anos de idade.

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