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Passes mais baratos para quem viaja do Alentejo Litoral para Lisboa, Algarve e Évora

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Os utentes dos transportes públicos rodoviários no litoral alentejano vão poder viajar,  para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), Alentejo Central e Algarve por um valor máximo de 40 euros, a partir de setembro.

De acordo com a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), a medida abrange os utentes dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira (Beja), com assinaturas de linha da Rodoviária do Alentejo.

“As pessoas que hoje pagam 150 euros de passe vão passar a pagar 40 euros, traduzindo-se numa redução com algum significado para o rendimento dos utentes que têm de se deslocar para a Área Metropolitana de Lisboa”, disse hoje à agência Lusa o presidente da CIMAL, Vítor Proença.

No caso dos utentes do litoral alentejano que se deslocam para o Algarve, a redução “abrange, sobretudo, o município de Odemira, tendo em conta que há pessoas que se deslocam para Aljezur, Lagos e Portimão”.

“No Alentejo Central abrange as deslocações para Montemor-o-Novo e Évora para quem eventualmente tenha passe”, acrescentou o autarca.

A redução tarifária entra em vigor em setembro e contempla os utentes que se inscreverem na plataforma ‘online’ da CIMAL, onde se podem registar ou ter acesso imediato à renovação do passe com os novos valores a partir de setembro, explicou o também presidente da Câmara de Alcácer do Sal.

A cerimónia de assinatura dos contratos para a redução dos tarifários nos transportes entre a CIMAL, a AML, que abrange 18 municípios, Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), que contempla o distrito de Évora, e a Área Metropolitana do Algarve (AMAL) está marcada para quinta-feira à tarde no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Alcácer do Sal.

De acordo com Vítor Proença, a redução tarifária representa “um passo importante no plano da descarbonização e no combate às alterações climáticas”.

“Há pessoas que utilizam o carro para estes movimentos pendulares e podem passar a utilizar o transporte público, contribuindo para o combate às alterações climáticas, além da comodidade”, salientou.

Com Lusa

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Estado gasta 680 M€ com a pandemia da covid-19

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A pandemia de covid-19 teve um impacto de 680,2 milhões de euros nas contas das Administrações Públicas até abril, de acordo com a Síntese da Execução Orçamental divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

“Até abril, a execução das medidas adotadas no âmbito do combate e da prevenção da covid-19, bem como aquelas que têm por objetivo repor a normalidade, conduziu a uma redução da receita de 319,9 milhões de euros e a um aumento da despesa em 360,3 milhões de euros”, totalizando 680,2 milhões de euros, pode ler-se na síntese da DGO.

Do lado da receita, as prorrogações dos pagamentos de impostos até abril que foram remetidas para o segundo semestre, por um período até seis meses, chegam aos 229,4 milhões de euros para o IVA e 90,5 milhões de euros para o IRS.

No entanto, na tabela disponibilizada pela DGO, não estão ainda disponíveis os valores relativos à 2suspensão de execuções fiscais da receita fiscal”, “prorrogação das contribuições para a Segurança Social” e “suspensão de execuções fiscais das contribuições para a Segurança Social”.

Já no lado da despesa, a medida com maior impacto foi o ‘lay-off’, totalizando 144,6 milhões de euros, seguindo-se despesas com Saúde (“Equipamentos de proteção individual, medicamentos e outros”), que chegaram aos 82,4 milhões de euros.

A rubrica que se segue com mais impacto na despesa foi a dos ventiladores e outros equipamentos de cuidados intensivos, que totalizou 45,5 milhões de euros, seguindo-se o Apoio extraordinário à redução da atividade económica, que alcançou os 22,1 milhões de euros.

O apoio excecional à família custou 13,8 milhões de euros aos cofres do Estado, e o Isolamento Profilático 12,3 milhões de euros, e outros serviços associados a Equipamentos de Proteção Individual custaram 10,3 milhões de euros.

A prorrogação do desemprego custou 6,1 milhões de euros, o reforço de recursos humanos (contratação e horas extra) custou 4,7 milhões de euros, o apoio ao teletrabalho 2,4 milhões de euros e outros encargos 1,1 milhões de euros.

A Direção-Geral do Orçamento inclui ainda na despesa de ativos financeiros a Linha de apoio a microempresas do setor do Turismo, orçado em 15 milhões de euros.

O quadro disponibilizado pela DGO “apresenta a despesa realizada de acordo com as medidas elencadas no programa de Estabilidade 2020, por classificação económica e por subsetor das Administrações Públicas”.

Na secção dedicada exclusivamente à quantificação das despesas associadas à covid-19, a DGO assinala que se até março já se evidenciava algum impacto da pandemia, “essa evidência tornou-se mais expressiva em abril e tornar-se-á mais claro o seu impacto e a sua individualização nos períodos subsequentes”.

Esse processo será “decorrente dos tempos inerentes à concretização dos processos de realização da despesa pública (desde a autorização até aos pagamentos) e à sua relevação contabilística e subsequente reporte mensal da informação ao Ministério das Finanças, bem como da melhor perceção do impacto sobre a receita”, segundo o documento da DGO.

Os dados apresentados na execução orçamental “referem-se apenas às principais medidas com expressão orçamental nas Administrações Públicas e, não sendo exaustivos, identificam-se nesta fase, as mais expressivas”.

“Adicionalmente, contam-se medidas de apoio ao financiamento à economia que não têm impacto em termos de contabilidade orçamental, como é o caso das que se consubstanciam na prestação de garantias pelo Estado nas linhas de apoio à Economia”, bem como medidas direcionadas ao setor privado, como as moratórias bancária e das rendas.

A DGO adverte que “o valor das autorizações de despesa já realizadas na Administração Central e Segurança Social, refletir-se-á, de forma mais clara, na despesa dos meses seguintes, devido ao desfasamento já referido”.

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