Ligue-se a nós

Atualidade

Parlamento regional da Madeira passa a contar com apenas cinco partidos

Publicado

Cinco partidos vão estar representados na Assembleia Legislativa da Madeira durante a XII Legislatura, depois das ‘saídas’ de BE, PTP e Nova Democracia, quando atualmente o parlamento regional contava com sete forças políticas e um deputado não inscrito.

Nas eleições legislativas regionais de hoje, de acordo com os resultados oficiais divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o PSD obteve 21 deputados, PS 19, CDS-PP três, Juntos Pelo Povo (JPP) também três e CDU (PCP/PEV) um.

Em 2015, o PSD conseguiu 24 deputados, segurando a maioria absoluta por um, e o CDS-PP sete.

A coligação formada por PS, PTP, PAN e MPT em 2015 conseguiu seis mandatos, mas acabou por ser desfeita, ficando cinco socialistas e um parlamentar do Partido Trabalhista Português (PTP).

O JPP conseguiu há quatro anos cinco deputados, a CDU dois, o Bloco igualmente dois e o Partido Novas Democracia um, mas o deputado Gil Canha acabou a legislatura como não inscrito.

Nas primeiras eleições regionais na Madeira, em 1976, quatro partidos conseguiram representação parlamentar (PSD, PS, CDS-PP e UDP) e, nas seguintes, em 1980, passaram a ser cinco as forças políticas na assembleia legislativa, com a entrada da Aliança Povo Unido (APU, coligação formada pelo PCP, MDP e PEV).

Em 1984, manteve-se o mesmo número de partidos (5) e em 1988 voltaram a ser quatro, com a saída da APU.

Em 1992, o Partido da Solidariedade Nacional (PSN) entrou pela primeira vez no parlamento regional, com um deputado, e os comunistas voltaram à assembleia madeirense, também com um parlamentar, eleito pela CDU.

Já em 1996, o PSN perde o seu deputado único, ficando no parlamento PSD, PS, CDS, PCP e UDP, cenário que se repete em 2000.

Em 2004 o Bloco de Esquerda estreia-se, conseguindo um mandato. Nesse ano, a UDP deixa de estar representada.

Em 2007, além de PSD, PS, PCP e CDS, MPT e Nova Democracia conseguem um deputado cada, num total de sete partidos com assento parlamentar.

Em 2011, o parlamento regional passa a ter um número recorde de representações: oito. Entram PAN (um deputado) e PTP (três deputados), mas o Bloco perde o seu único deputado.

O PSD venceu hoje as eleições legislativas regionais da Madeira, com 39,42% dos votos, mas perdeu, pela primeira vez, a maioria absoluta, elegendo 21 dos 47 deputados, depois de apuradas todas as freguesias.

De acordo com informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o PS obteve 35,76% e elegeu 19 deputados.

O CDS-PP, com 5,76% dos votos e três deputados, foi a terceira força política mais votada, seguido pelo JPP, com 5,47% e também três parlamentares.

A CDU conquista um lugar, depois de alcançar 1,80% dos votos.

Mais nenhum partido conseguiu eleger deputados para a Assembleia Legislativa da Madeira, que tem um total de 47.

A abstenção foi de 44,49%.

 

Atualidade

Covid-19: Portugal pode atingir os mil casos diários na próxima semana – António Costa

Publicado

O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal está a acompanhar a tendência europeia de aumento de infetados com o novo coronavírus e que, se essa evolução se mantiver, poderá atingir os mil casos diários de covid-19 na próxima semana.

Esta posição foi transmitida por António Costa no final da reunião do gabinete de crise sobre a evolução da covid-19, em Portugal, em São Bento, que durou cerca de duas horas.

“A manter-se esta tendência, chegaremos aos mil novos casos por dia. Temos de travar esta tendência. Não podemos parar o país”, declarou o primeiro-ministro na conferência de imprensa.

Na sua declaração inicial, o líder executivo considerou que o país “está a sofrer um forte crescimento de novos casos diariamente” – uma trajetória que começou a registar-se em meados de agosto.

Por isso, de acordo com António Costa, “não se pode deixar que a pandemia continue a crescer”.

“Agora, não vamos poder voltar a parar o país, como aconteceu em março. Agora, o controlo da pandemia depende da responsabilidade pessoal de cada um de nós. Não podemos voltar a privar as crianças do acesso à escola, não podemos voltar a proibir as famílias de visitarem os seus entes queridos nos lares, não podemos separar as famílias no Natal como fizemos na Páscoa. Temos mesmo de travar a pandemia por nós próprios através da nossa responsabilidade pessoal”, frisou.

Já no período de perguntas dos jornalistas, o primeiro-ministro desdramatizou a atual situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), designadamente em termos de capacidade de resposta a doentes com covid-19.

“Felizmente, a pressão sobre o SNS mantém-se limitada. Aliás, os números de hoje revelam uma diminuição de internados, quer em cuidados intensivos, quer em internamentos gerais. Felizmente, não estamos numa situação em que não haja controlo no SNS. Mas os períodos de incubação são longos”, ressalvou.

Do gabinete de crise para o acompanhamento da evolução da covid-19, que se tinha reunido pela última vez em 29 de junho, fazem parte membros do Governo como os ministros de Estado da Economia, dos Negócios Estrangeiros – Augusto Santos Silva não esteve hoje presente e fez-se representar pelo secretário de Estado Eurico Brilhante Dias – da Presidência e das Finanças, bem como os titulares das pastas da Defesa Nacional, da Administração Interna, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Educação, da Saúde e das Infraestruturas e da Habitação.

Continue a ler

Populares