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Parlamento Europeu levanta questões sobre ações da Sonae de Elisa Ferreira

Elisa Ferreira, 63 anos, será a primeira mulher portuguesa a integrar o executivo comunitário.

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Foto: Parlamento Europeu - Gabinete em Portugal

A comissão de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu levantou hoje questões sobre a comissária portuguesa Elisa Ferreira, por a anterior vice-governadora do Banco de Portugal deter ações no grupo Sonae.

Fontes parlamentares indicaram à agência Lusa que o nome de Elisa Ferreira não teve, para já, ‘luz verde’ dos eurodeputados desta comissão parlamentar, sendo que a futura comissária portuguesa tem de responder às dúvidas colocadas até dia 25 de setembro, próxima quarta-feira.

Já até dia 27 de setembro, os eurodeputados da comissão de Assuntos Jurídicos analisam tal resposta e tomam uma decisão, que é remetida à comissão que vai ouvir Elisa Ferreira, do Desenvolvimento Regional.

Isto implica, na prática, que Elisa Ferreira tenha de vender as ações que detém no grupo Sonae.

A comissão de Assuntos Jurídicos esteve reunida esta manhã à porta fechada à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorreu na cidade francesa de Estrasburgo, num encontro que serviu para avaliar “conflitos de interesses potenciais ou reais dos comissários indigitados” pela presidente eleita do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

Os eurodeputados analisaram, assim, as declarações de interesses financeiros apresentadas pelos comissários, avaliando se estes documentos estavam ou não completos e se, do seu conteúdo, era possível inferir conflitos de interesses.

Após esta análise, os membros da comissão de Assuntos Jurídicos decidiram enviar pedidos de esclarecimentos a alguns dos comissários, entre os quais Elisa Ferreira, por considerarem, então, que as declarações de interesses apresentadas continham informações incompletas ou contraditórias, explicaram as mesmas fontes à Lusa.

Entretanto, também hoje, ficou decidido que Elisa Ferreira será ouvida no dia 02 de outubro pela comissão de Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu, em Bruxelas, numa audição em que participarão também as comissões parlamentares de Orçamentos e de Assuntos Económicos e Monetários.

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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