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"Não somos gente cor de cinza". Agora é tempo de "arregaçar as mangas"
10 ago 2018

Foto: JN

Foram oito longos dias de aflição e mais de 23 mil hectares de floresta fustigados pelas chamas. O incêndio já está dominado, mas os trabalhos de rescaldo vão manter-se no terreno. O momento é agora de tentar voltar à normalidade. Isso mesmo foi transmitido, esta sexta-feira, pela autarca de Silves, Rosa Palma.

“Ao longo dos últimos dias, e na sequência do incêndio que deflagrou em Monchique, vivemos também nós, em Silves, dias difíceis”, mas, destaca, “os esforços que os agentes de combate – Proteção Civil, Bombeiros, Exército, GNR, entre outros – empenhadamente desenvolveram, (…), permitem hoje falar que não há perdas de vida, nem casas de primeira habitação queimadas”.
A esses e aos funcionários da autarquia, bem como aos "muitos voluntários", Rosa Palma deixa também uma palavra de agradecimento. Mas agora é preciso “entrar num novo período, um período de grande otimismo, um período de superação das mágoas e das dores que nos causou este incêndio”, anuncia a presidente da Câmara.

“É, pois, neste espírito que abriremos portas” esta sexta-feira, às 18h00, à Feira Medieval. “Um evento de grande importância não apenas para a cidade de Silves, mas para todo o concelho”.
Além disso, remata Rosa Palma, “Não somos gente cor de cinza, nem tão pouco acomodada. Vamos arregaçar as mangas e vamos, com a Feira Medieval, voltar a sorrir e a levar sorrisos a todos quantos aqui residem ou nos visitam”.

Fogo mobilizou a população de Silves e combate mereceu críticas
O incêndio que deflagrou na passada sexta-feira em Monchique chegou a obrigar à retirada de pessoas das suas casas no concelho de Silves, tendo a situação mais preocupante sido registada na zona de Falacho. Essas pessoas foram encaminhadas para a escola Garcia Domingues, onde a autarquia disponibilizou apoio com equipas da Ação Social da Câmara e psicólogos.

Saliente-se que, na sequência dos fogos que afetaram o concelho de Silves, a autarca Rosa Palma chegou a apontar, em declarações à agência Lusa, “falhas de comunicação entre o posto central e as forças locais, que poderiam ter melhorado a situação” no terreno.

"Estão meios no terreno, mas desconheço a situação e é isto que não pode acontecer. Como presidente da Câmara, tenho de estar presente e tenho de ter conhecimento das ações no terreno e isso não está a acontecer", lamentou há dias a autarca, sublinhando que “a comunicação é essencial, este concelho, por si só, tem cerca de 700 quilómetros quadrados, há pessoas que conhecem bem o território e essas pessoas tem de ser ouvidas e eu não reconheço que isso tenha acontecido”.

Record Fm com Noticias ao Minuto

 

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