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Ourém investe 400 mil euros em Passadiço do Agroal

Além do Passadiço, será instalado mobiliário urbano, iluminação e painéis informativos sobre a fauna e a flora.

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Foto: Câmara Municipal de Ourém

A Câmara de Ourém aprovou, esta semana, o projeto para a construção do Passadiço do Agroal no valor de 400 mil euros, lê-se em comunicado da autarquia.

O Passadiço do Agroal vai criar “uma estrutura enquadrada ecológica e estrategicamente” na margem esquerda do Rio Nabão, que fará a ligação entre o Parque Natureza e a Praia Fluvial do Agroal.

O Passadiço terá uma extensão de aproximadamente 780 metros e será “um espaço de lazer com valor acrescido inegável para o turismo do Agroal e para toda a região envolvente”, assegura a Autarquia.

O percurso desenhado teve a preocupação “de não alterar as condições ecológicas (solo, fauna, flora, etc.) do espaço”, tratando-se de uma estrutura em madeira, sobrelevada, em praticamente toda a extensão.

A intervenção proposta tem um valor estimado na ordem dos 368 mil euros, acrescidos de IVA, e será submetida a uma candidatura integrada no âmbito do Programa Operacional Regional do Centro (Centro 2020), que deverá possibilitar um financiamento de cerca de 200 mil euros.

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PAN apela à intervenção de Marcelo e Costa na crise ambiental na Amazónia

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O PAN apelou hoje ao Presidente da República e ao primeiro-ministro que intervenham na crise ambiental na Amazónia, chamando os embaixadores do Brasil, Paraguai e Bolívia, e levando o possível congelamento de acordo com o Mercosul ao Conselho Europeu.

O eurodeputado do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), Francisco Guerreiro, faz um conjunto de apelos em duas cartas abertas dirigidas ao chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao líder do executivo, António Costa.

Francisco Guerreiro pede a Marcelo Rebelo de Sousa que garanta “que, na próxima visita oficial do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Portugal, agendada para o início de 2020, os tópicos do desmatamento, da destruição da biodiversidade e da selva amazónica, da perseguição a ativistas ambientais, tal como a tentativa de usurpação de terras demarcadas indígenas, sejam prioritários na agenda bilateral”.

O deputado europeu quer também que o Presidente português chame o representante diplomático do Brasil e esclareça qual a posição oficial daquele país “relativamente ao cumprimento do Acordo de Paris e ao princípio do desmatamento zero”.

O PAN quer ainda que Marcelo solicite junto do secretário-geral da ONU, António Guterres, “os meios científicos, diplomáticos e financeiros que garantam a rápida e urgente elaboração de um roteiro internacional para a regeneração da floresta amazónica e que proactivamente incluam o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa no centro deste roteiro”, assim como assegurar “junto das instituições europeias e dos países da CPLP o apoio a este roteiro internacional”.

Ao primeiro-ministro, o eurodeputado pede-lhe que convoque com urgência “os embaixadores do Brasil, do Paraguai e da Bolívia em Portugal para tomar conhecimento e discutir as ações que estão a ser tomadas pelos seus governos em relação aos atuais incêndios, ao desmatamento decorrente e à destruição generalizada da floresta amazónica”.

Francisco Guerreiro pretende ainda que António Costa garanta que, na próxima reunião do Conselho Europeu, a 10 e 11 de outubro, seja incluída na ordem de trabalhos “o congelamento, por tempo indeterminado, da implementação do Acordo Transnacional da União Europeia com o Mercosul”.

 

Com Lusa

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