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Ordem dos Enfermeiros paga 36 mil euros para ter enfermeira em telenovela

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Foto: Facebook Liliana Santos

A Ordem dos Enfermeiros (OE) pagou 36.080 euros para ter uma enfermeira na telenovela da SIC Nazaré, avança o jornal Público.

Trata-se da enfermeira Cláudia, personagem interpretada pela atriz Liliana Santos.

De acordo com o contrato, publicado em agosto no portal BASE de contratação pública e assinado a 25 de julho de 2019, o “objetivo é a aquisição de serviços de promoção e difusão da profissão de enfermeiro em programa televisivo”.

A aquisição foi confirmada ao jornal pela própria bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco. “Sim, é verdade. Esta situação está inscrita na estratégia de divulgação e dignificação da profissão”, afirmou a bastonária, sublinhando que “não foi por acaso que a palavra ‘enfermeiro’ foi escolhida como a palavra do ano em 2018”.

Ana Rita Cavaco defende que ter uma personagem numa telenovela é uma forma de “pôr a sociedade a pressionar o poder político para as questões que têm envolvido a profissão” e também de “retratar a profissão com tudo o que ela tem inerente para saber o que faz um enfermeiro”.

Segundo Ana Rita Cavaco, há outras entidades a patrocinar personagens em telenovelas. “A EMEL, por exemplo”, referiu.

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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