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Ordem condena agressão a médica em Almada

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A Ordem dos Médicos (OM) condenou hoje veementemente a agressão a uma médica num centro de saúde de Almada e lamentou “a inação” das autoridades para evitar estas situações, afirma a Ordem dos Médicos, em comunicado, no qual expressa igualmente a “total solidariedade” com a médica agredida.

“A minha primeira palavra de solidariedade vai para a nossa colega, que viu a sua integridade e dignidade atingidas de uma maneira que não pode ser admitida de forma alguma numa democracia. O Estado tem de saber proteger todos os cidadãos, e de forma especial os profissionais que colocam a sua vida ao serviço dos outros”, destaca o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

“Não podemos também deixar de condenar que o assunto muito sério do aumento das agressões contra profissionais de saúde seja tratado ao sabor das notícias, com as autoridades competentes a ficarem-se pelos lamentos e a pouco ou nada fazerem para evitar que estas situações se repitam. Se não forem tomadas medidas exemplares contra quem agride, o sentimento de impunidade alastra e não beneficia ninguém”, lamenta Miguel Guimarães.

Por outro lado, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) também condenou a agressão a mais uma médica e anunciou que vai pedir uma reunião urgente com o diretor nacional da PSP para o sensibilizar para a questão do “flagrante delito”.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, manifestou a sua solidariedade com uma médica que foi agredida por uma utente numa unidade do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Almada.

Segundo o SIM, a médica estava a fazer triagem para consultas não programadas (segundo o protocolo de segurança implementado em tempo de pandemia) quando foi “agredida verbal e fisicamente” por uma utente que exigia uma consulta no imediato para obter uma declaração de falta justificada para uma filha, o que nem sequer é “um motivo de urgência clínica”.

Também O Sindicato dos Médicos da Zona Sul manifestou em comunicado o seu apoio e solidariedade com a colega agredida.

 

Lusa

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PAN afirma que Governo pondera confinamento geral em dezembro

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O PAN afirmou hoje que o Governo pondera decretar confinamento geral na primeira quinzena de dezembro para preservar o período de Natal, mas adiantou que essa medida não é certa e requer vigência do estado de emergência.

Esta eventual medida a tomar pelo Governo foi transmitida aos jornalistas pelo porta-voz do PAN (Pessoas Animais Natureza), André Silva, no final da reunião com o primeiro-ministro, António Costa, destinada a discutir medidas de combate à covid-19 que possam sair do Conselho de Ministros extraordinário deste sábado.

André Silva disse que a possibilidade de se repetir um confinamento geral, tal como aconteceu em março e abril, durante a primeira metade de dezembro, “foi aflorada em termos de fim de gradualismo, ou como uma medida mais restritiva”.

“Na opinião do primeiro-ministro, se for o caso, essa medida procura antecipar ou prever aquilo que poderá ser um impacto enorme ao nível do Natal, fazendo com que as pessoas fiquem mais consciencializadas e reduzam os contactos. É preciso que se chegue ao Natal com a possibilidade de juntar a família”, justificou.

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