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Operação Natal e Ano Novo da GNR: dez mortos e 45 feridos graves

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Dez pessoas morreram e 45 sofreram ferimentos graves nos 2.587 acidentes rodoviários registados pela GNR desde 20 de dezembro e até ao final do dia de segunda-feira, no âmbito da operação “Natal e Ano Novo”.

De acordo com dados divulgados hoje à Lusa, na sequência dos acidentes, 660 pessoas sofreram ferimentos ligeiros.

No âmbito desta operação, que termina no domingo, foram fiscalizados 51.139 condutores e 294 foram detetados com uma taxa de acoolemia considerada crime, ou seja, igual ou superior a 1,2 gr/l.

Na sua área de intervenção, a GNR registou 7.153 casos de excesso de velocidade, 478 de utilização de telemóvel e 361 infrações por falta de uso de cintos de segurança e sistemas de retenção.

A operação “Natal e Ano Novo” da GNR prolonga-se até 5 de janeiro com um reforço do patrulhamento rodoviário nas estradas de maior tráfego do país.

Para prevenir acidentes e garantir a fluidez do trânsito, a GNR mobiliza diariamente cerca de 4.600 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais.

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Sindicato acusa Grupo Trofa Saúde de controlar idas à casa de banho dos funcionários

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Os funcionários do ‘call center’ da Trofa do Grupo Trofa Saúde têm as idas à casa de banho controladas pela administração, acusou hoje em comunicado o Sindicato dos Trabalhadores de Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte.

A situação que, segundo o sindicato, “já dura há muito tempo, foi agravada na semana passada, quando a empresa decidiu afixar no quadro os tempos diários despendidos pelos trabalhadores nas pausas, que inclui pausas para a refeição e pausas para a casa de banho”.

“Nesta central de contactos do grupo, os trabalhadores são obrigados a registar no computador que usam um código (WC) quando se deslocam à casa de banho”, refere ainda o comunicado do sindicato que acusa a empresa de, com este comportamento, “violar a lei e a Constituição da República Portuguesa”.

As acusações do sindicato apontam ainda para “a criação nas unidades de saúde do Grupo Trofa Saúde” de “um sistema de banco de horas ilegal”, que obriga os funcionários “a trabalharem 10, 12 e mais horas diárias sem pagamento de qualquer trabalho suplementar”, que põem em causa, “de forma grave, a vida pessoal e familiar” destes.

Acrescenta o comunicado que o grupo “não paga a muitos trabalhadores o subsídio de turno de 15% previsto na contratação coletiva”, não os “classifica devidamente” e “paga salários muito baixos”, além de que “recusa aplicar a contratação coletiva aos trabalhadores das centrais de contactos”, bem como “o diálogo com o sindicato” e a participação “numa reunião no Ministério do Trabalho requerida pelo sindicato”.

Perante isto, o sindicato revelou ter solicitado “a intervenção urgente da Autoridade para as Condições de Trabalho”, descontente por “um dos maiores grupos económicos do setor da hospitalização privada em Portugal”, que “anunciou recentemente a abertura de um hospital em Luanda”, o fazer “à custa da exploração desenfreada dos trabalhadores”.

A Lusa tentou obter uma reação do Grupo Trofa Saúde, mas, até ao momento, não foi possível.

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