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Operação Marquês: Sócrates fala em acusação “monstruosa e injusta”

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José Sócrates

O antigo primeiro-ministro José Sócrates reiterou esta segunda-feira que a acusação da Operação Marquês é “monstruosa, injusta e completamente absurda”, e que mantém o mesmo espírito do primeiro dia de interrogatório na fase de instrução do processo.

“Venho para este interrogatório com o mesmo espírito do primeiro dia, que é com vontade de repor a verdade e para que não fique desta acusação pedra sobre pedra”, disse aos jornalistas à chegada ao Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, onde, pelo quinto dia, continua a responder às perguntas do juiz Ivo Rosa.

O ex-governante e líder do Partido Socialista insistiu também em classificar a acusação da Operação Marquês, na qual está acusado de 31 crimes económico-financeiros, entre os quais corrupção passiva, como “monstruosa, injusta e completamente absurda”.

Segundo fontes ligadas ao processo, Sócrates deverá hoje ser confrontado com os diversos empréstimos de dinheiro vivo que recebeu do seu amigo e também arguido Carlos Santos Silva, assim como sobre as transações de dinheiro, nomeadamente através de malas transportadas pelo seu antigo motorista e arguido neste caso, João Perna, para alegadamente manter o seu estilo de vida, após sair do Governo.

O juiz Ivo Rosa tinha agendado quatro dias da semana para interrogar o ex-primeiro ministro, mas as cerca de cinco horas diárias não foram suficientes para esgotar toda a matéria que consta da acusação do processo.

Sócrates, que esteve preso preventivamente e em prisão domiciliária, foi acusado pelo Ministério Público da alegada prática de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 crimes de branqueamento de capitais, nove crimes de falsificação de documento e três crimes de fraude fiscal qualificada, no âmbito da Operação Marquês.

A fase de instrução, que é facultativa e funciona como um mecanismo de controlo jurisdicional da acusação do Ministério Público, conclui-se com a decisão do juiz de levar ou não a julgamento os arguidos e os termos em que isso acontece.

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Primeiras carruagens de 51 compradas a Espanha começam a circular entre dezembro e janeiro

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Comboio passageiro

As primeiras carruagens do pacote de 51 compradas pela Comboios de Portugal (CP) à espanhola Renfe por 1,65 milhões de euros destinam-se à Linha do Minho e vão estar a funcionar entre dezembro e janeiro, foi hoje anunciado.

“A aquisição de material circulante disponível em Espanha faz parte de um esforço de curto prazo para fazer face às necessidades dos portugueses. A CP com 1,65 milhões de euros comprou 51 carruagens [usadas] que novas custariam [cada uma] mais de um milhão de euros”, destacou hoje o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na visita realizada ao Parque Oficinal de Guifões, concelho de Matosinhos, onde a CP está a requalificar as carruagens compradas à Renfe.

Ainda de acordo com o governante, o investimento total, contando com a requalificação, poderá rondar os sete a oito milhões de euros e as carruagens vão estar ao serviço das linhas de intercidades e regionais, podendo circular a 200 quilómetros por hora.

Já de acordo com o presidente da CP, Nuno Freitas, 18 das 51 carruagens já se encontram em Guifões, três “chegam ainda hoje” e as restantes “muito em breve”.

Nuno Freitas avançou que as primeiras que ficarão prontas servirão para a inauguração da requalificação da Linha do Minho prevista para dezembro ou janeiro.

“Constitui um aumento de 50% do parque que pode ser destinado ao intercidades. Pode-se dizer o que se quiser, mas nos últimos anos, nomeadamente no último ano, fez-se aquilo na ferrovia que não se fez durante décadas. O país precisa de material circulante novo. Não abdicamos de lançar concurso. Mas demora alguns anos e não podemos ficar à espera”, disse Pedro Nuno Santos.

Ao lado da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, o ministro recordou ainda uma visita que fez à fábrica de Guifões em janeiro, lembrando que esta estava vazia, ao contrário de agora, segundo disse, que “está cheia e a trabalhar a toda a força”.

“Num momento em que ouvimos grandes valores em outras empresas e passamos por dificuldades, a CP que é uma empresa que merece muito mais do país do que aquilo que tem recebido está a fazer um trabalho excecional. Estamos disponíveis para ensinar outros Estados estrangeiros, mas também privados a fazer bons negócios”, disse o governante que recusou comentar assuntos à margem da visita, nomeadamente sobre a TAP.

“Tenho falado sobre TAP todos os dias. Não vou dizer nada porque o país tem de olhar para o que se está a fazer de bem em outras áreas, para a importância da ferrovia para o país. A ferrovia transporta Portugal inteiro”, concluiu.

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