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Onze escolas de Canelas em Gaia encerram na quarta-feira por falta de funcionários

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As 11 escolas do Agrupamento Escolar de Canelas, no concelho de Vila Nova de Gaia, vão estar fechadas na quarta-feira por falta de funcionários, adiantou hoje à Lusa o diretor do agrupamento, Artur Vieira.

“A comunicação já foi feita à Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEsTE Norte) e à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, e a partir de amanhã [terça-feira] começaremos a avisar os pais e a afixar avisos. Não tenho funcionários suficientes e foi marcado um plenário para discutir esta questão. É no exterior, mas a comunidade está a mobilizar-se e com os poucos funcionários no exterior não posso abrir as escolas”, descreveu o diretor.

O plenário ao qual Artur Vieira se refere foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN) e está marcado para as 08:00 de quarta-feira.

Em declarações à agência Lusa, o responsável do STFPSN, Orlando Gonçalves, reivindicou “mais respeito pelos alunos e pelos funcionários das escolas”, lembrando que “em Canelas se vive um problema antigo”.

“É dos agrupamentos piores servidos em termos de funcionários. É impossível gerir o número de alunos com o número de funcionários atual. É uma situação intolerável. O Governo tem de admitir mais pessoas e respeitar as pessoas e a importância das escolas”, disse Orlando Gonçalves.

O Agrupamento de Escolas de Canelas, concelho de Gaia, no distrito do Porto, reúne 11 estabelecimentos escolares de vários graus de ensino, entre os quais a escola sede que tem cerca de 1.500 alunos.

Em maio Artur Vieira descreveu à Lusa que o número de auxiliares de ação educativa atribuído a todo o agrupamento era de 56, faltando 13, sendo que a escola sede absorvia 21.

O diretor somou à descrição o facto de ter atualmente espalhados pelas 11 escolas oito alunos com Necessidades Educativas Especiais que “não estão a ser acompanhados como obriga a lei”, contando que no ano passado um acidente com uma criança podia ter sido fatal.

“O menino fugiu ao controlo do auxiliar que, sendo só um não teve olhos para tudo, subiu o muro das traseiras e caiu. Por acaso foi encontrado, ficou ferido, está a fazer reabilitação, e por acaso não aconteceu o pior. Mas isto é insustentável”, disse sobre uma situação que motivou já reuniões das associações de pais de Canelas.

A agência Lusa contactou o Ministério da Educação, mas até ao momento não foi possível obter um esclarecimento.

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PCP tem menos 4.320 militantes do que em 2016

O XXI congresso do PCP realiza-se em 27, 28 e 29 de novembro de 2020 no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, distrito de Lisboa, sob o lema “Organizar, Lutar, Avançar – Democracia e Socialismo”.

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O PCP tem 49.960 militantes, menos 4.320 do que em 2016, segundo o projeto de resolução político que vai ser discutido no XXI congresso do partido, em novembro.

Na proposta de resolução, também conhecida por teses, hoje publicada pelo Avante, jornal oficial do PCP, o partido explica esta redução com o facto de “o número de recrutamentos não ter compensado o número de camaradas que deixaram de contar como membros” do partido, principal devido a falecimentos.

Nos últimos anos, de acordo com o texto, “foram recrutados 3.245 militantes”, a maioria (67%) com menos de 50 anos quando aderiram ao partido.

Na parte dedicada aos órgãos dirigentes, a proposta de resolução admite uma “ligeira redução” no número de membros do comité central, fixando-se, igualmente, uma meta de “natural renovação”.

O comité central deve, segundo as teses, “manter uma ampla maioria de operários e empregados, com uma forte componente operária”, a exemplo do que acontece há décadas no partido que cumpre 100 anos em 2021.

Segundo o documento hoje divulgado, entre os 49.960 membros do partido, a “larga maioria” é de operários e empregados (70,1%), com “uma componente operária de 36,9%”.

O PCP informa ter 2.417 organismos, dos quais 310 são de empresa e local de trabalho e 567 são organismos de residência.

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