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Observatório aponta falta de investimento na saúde mental e quer mais psicólogos no SNS

O relatório recomenda um reforço de psicólogos nos cuidados de saúde primários, que poderia permitir a diminuição de problemas de saúde mental.

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Hospital Saúde Médico

Portugal continua com atraso no acompanhamento da doença mental e nunca houve compromisso político sério para investir na área da saúde mental, conclui o Relatório da Primavera 2019, recomendando a contratação de mais psicólogos para o SNS.

“O sistema de saúde mental em Portugal sempre esteve em atraso em comparação com a evolução da psiquiatria europeia, no que respeita ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença mental (…). Nunca houve um compromisso político sério em investir neste setor”, refere o relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde que é hoje divulgado em Lisboa.

O documento, a que agência Lusa teve acesso, recorda que Portugal ocupa o primeiro lugar, entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no consumo de psicofármacos e tem uma prevalência de doenças mentais (por período igual ou superior a 12 meses) de 21%.

Apesar disso, apenas 15% da população recorre a médicos psiquiatras e 9% a psicólogos, sendo que 80% dos utentes que necessitou recorreu a um médico de família para consultas de saúde mental.

Dados de 2016 mostram que existiam 1.613 profissionais de saúde mental nos serviços públicos de adultos, sendo que no SNS estavam integrados apenas 262 psicólogos. Na mesma linha, estatísticas de 2015 do SNS indicam que há 12 médicos psiquiatras por cada 100 mil habitantes.

Quanto aos psicólogos, o rácio em Portugal em 2015 correspondia a 0,285 profissionais por 5.000 habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para um psicólogo por 5.000 pessoas.

Assim, haveria um défice de mais de 1.600 psicólogos, apesar de o relatório assinalar a contratação de 40 psicólogos para o SNS decida em 2018.

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Em Portugal Continental não vai haver quarentena para turistas

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O primeiro-ministro assegurou hoje que em Portugal Continental não irão vigorar normas de quarentena para quem venha de fora do país, e disse estar tranquilo e “sem pressas” quanto à reabertura da fronteira terrestre com Espanha.

No final de um Conselho de Ministros de quase oito horas, que se reuniu para fazer o balanço das medidas da segunda fase de desconfinamento e tomar decisões relativamente à terceira fase, no âmbito da pandemia de covid-19, António Costa foi questionado se Portugal estava a negociar com algum país para que turistas possam entrar no país sem quarentena.

“Em Portugal Continental não vigorou, não vigora e nem pretendemos que venham a vigor normas de quarentena, têm sido única e exclusivamente adotadas pelas Regiões Autónomas, nunca o Governo da República as adotou e nunca as irá adotar”, afirmou.

Questionado se concorda com o anúncio feito pelo seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, de que a fronteira terrestre não reabra antes de 15 de julho, o primeiro-ministro remeteu o tema para negociações bilaterais.

“Estamos totalmente tranquilos e sem pressas na reabertura da nossa fronteira, respeitamos integralmente a sua vontade de não proceder à reabertura antecipada de fronteiras”, afirmou.

António Costa salientou que esta fronteira terrestre se mantém aberta para transporte de mercadorias, trabalhadores transfronteiriços e para os emigrantes que pretendam atravessar a Espanha para vir a Portugal, recordando que França já assegurou que os portugueses não terão de cumprir quarentena no regresso de férias.

Lusa

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