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Número de desempregados recua para quase 300 mil, valor mais baixo em 27 anos

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Foto: Facebook IEFP

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego ficou em junho abaixo das 300 mil pessoas pela primeira vez em 27 anos, destacou o Ministério do Trabalho com base nos dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Em comunicado, o gabinete do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social destaca que “para encontrar um número mais baixo é preciso recuar a dezembro de 1991, altura em que se registaram 296,6 mil desempregados inscritos”.

Considerando apenas a situação observada no território continental, o desemprego registado desce para as 280 mil pessoas, o nível mais baixo em pelo menos 30 anos.

O mesmo acontece na região Centro (40,8 mil desempregados), do Alentejo (13,5 mil) e da região de Lisboa e Vale do Tejo (88,9 mil), onde o desemprego registado alcançou os níveis mais baixos de que há registo.

No Norte (124,9 mil desempregados) o desemprego recuou para o patamar mais baixo em 17 anos, sendo que o desemprego registado no Algarve (7,9 mil) está em níveis comparáveis aos observados no início dos anos 2000.

O desemprego jovem, por sua vez, baixou para as 27,7 mil pessoas.

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Desabamento provocado por “erro” em obras na Praça de Espanha

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O desabamento ocorrido hoje no Metro de Lisboa provocou ferimentos ligeiros em quatro pessoas e, segundo o município, foi motivado por “um erro” nas obras que decorrem na Praça de Espanha.

No local, o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Carlos Castro, indicou aos jornalistas que se tratou de “um incidente decorrente da obra” que está em curso na Praça de Espanha e que foi determinada a abertura de um inquérito, assumindo-se já que ocorreu “um erro do ponto de vista de intervenção na obra”.

Na altura do acidente, referiu, estavam cerca de 300 pessoas na composição que passava no local.

De acordo com Carlos Castro, verificou-se “a queda de parte da laje do túnel do metropolitano, o que decorre, provavelmente de um erro de obra”, servindo o inquérito para apurar a responsabilidade do que aconteceu.

“Tudo aponta que houve um erro do ponto de vista de intervenção na obra”, admitiu Carlos Castro, avançando já ter sido convocado o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para análise do acidente, além das equipas de engenharia do próprio Metropolitano de Lisboa e da empresa responsável pela obra, que foi adjudicada pelo município de Lisboa.

Segundo Carlos Castro “não estão reunidas as condições para reabertura do túnel” do metro no local, prevendo-se que assim se mantenha por “um a dois dias de interrupção”. Os passageiros serão transportados numa articulação entre o metro e a rodoviária Carris.

Presente no local esteve igualmente o presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa,  que adiantou que no decorrer das obras da Praça de Espanha, “ao demolirem parte da estrutura de betão armado, furaram a galeria, que já é muito antiga, danificando o comboio que estava no momento a passar”.

“Foi um acidente que aconteceu, não houve vítimas mortais. Agora é aguardar pela peritagem para tirar conclusões”, frisou Vitor Domingues dos Santos.

Segundo o responsável, a circulação na linha Azul, que foi entretanto retomada em parte do troço “cerca das 16:15”, vai ser feita entre a Reboleira e as Laranjeiras e do Marquês de Pombal até Santa Apolónia, ficando a Carris a assegurar o transporte alternativo na zona afetada.

Fonte do INEM disse à Lusa que dois dos quatro feridos ligeiros foram transportados ao Hospital de Santa Maria: um homem de 27 anos e uma mulher com 54.

 

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