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Nove mortos durante intervenção da polícia em festa no Brasil

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Pelo menos nove pessoas morreram este domingo esmagadas e sete ficaram feridas durante uma intervenção da polícia numa grande festa na favela de Paraisópolis, em São Paulo, Brasil, anunciou a polícia local.

A intervenção aconteceu durante uma festa de ‘funk’, uma dança popular entre as comunidades suburbanas do Brasil, realizada em Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, onde vivem mais de 55.000 pessoas.

Segundo o boletim de ocorrências da polícia, os agentes estavam a perseguir duas pessoas que se deslocavam de motorizada em Paraisópolis, quando estes dispararam contra a polícia e fugiram para o meio da festa, onde se encontravam mais de 5.000 pessoas.

A polícia chamou, de imediato, reforços e entrou no local as pessoas estavam a dançar.

Segundo a versão das autoridades, os agentes da polícia foram recebidos com pedras e garrafas, pelo que as equipas da Força Tática da Polícia Militar usaram “munições químicas” para “dispersar e [conseguir manter] a segurança dos agentes”, como consta de um relatório oficial ao qual a agência de notícias espanhola Efe teve acesso.

O comissário de polícia Emiliano da Silva Neto disse aos jornalistas que as mortes aconteceram em resultado de “um acidente” causado pelo “efeito rebanho” e enfatizou que, em princípio, “não houve nenhum excesso” cometido pela polícia.

O governador do Estado de São Paulo, João Dória, lamentou a tragédia através das redes sociais e determinou uma “rigorosa investigação dos factos para esclarecer quais eram as circunstâncias e de quem foi a responsabilidade pelo triste episódio”.

Alguns dos moradores da favela em causa admitiram que há várias famílias na comunidade que “estão desesperadas” porque os seus filhos estavam na festa e ainda não voltaram para casa.

As festas de ‘funk’ carioca – um estilo musical associado às favelas do Rio de Janeiro – são comuns nos bairros mais pobres do Brasil e reúnem, todos os fins de semana, milhares de jovens em diferentes partes do país.

Este tipo de festa é frequente em Paraisópolis, uma enorme favela que faz fronteira com um dos bairros mais ricos da capital São Paulo.

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Portugal cai oito posições no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas

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Portugal caiu oito lugares no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas (CCPI na sigla original), com o desempenho do país a descer em quase todas as categorias, segundo o “Índice 2020”.

Com a pior posição de sempre, Portugal está agora no 25.º lugar, o que corresponde a um desempenho médio (era de desempenho alto em 2018), destacando-se apenas, pela positiva, em relação às políticas climáticas.

O Índice CCPI 2020 (Climate Change Performance Índex) é divulgado hoje em Madrid no âmbito da cimeira do clima (COP25) que decorre na capital espanhola até sexta-feira.

Na categoria de emissões com gases com efeito de estufa, Portugal tem uma classificação muito baixa especialmente pelo aumento das emissões entre 2012 e 2017 (no ano passado reduziu 09% as emissões de dióxido de carbono, a maior redução da União Europeia).

“O fim da crise económica refletiu-se no aumento do uso e das emissões de energia, e especialmente os efeitos das alterações climáticas amplificando as secas, são as principais causas para a queda no ranking”, refere o documento.

Nele lembra-se também os grandes incêndios de 2017, e diz-se que devido às secas o país não pode recorrer à energia hidroelétrica da mesma forma e ao contrário teve de usar os combustíveis fósseis, o que justifica a baixa classificação na categoria das energias renováveis e uso de energia.

“Especialistas nacionais criticam que apesar da implementação de um imposto sobre o carbono e combustíveis fósseis em 2018, o Governo continuou a dar benefícios fiscais de 2,3 milhões de euros para o carvão, em 2018”, diz-se no documento.

A nível global o documento coloca a Suécia a liderar, no quarto lugar (os três primeiros não são atribuídos porque os responsáveis do CCPI consideram que nenhum país os merece), seguida da Dinamarca, que subiu 10 posições, e de Marrocos, que fica em sexto lugar.

Os Estados Unidos aparecem como o país com pior desempenho, seguido no final da lista pela Arábia Saudita e pela Austrália. A China, o país com mais emissões do mundo, subiu três posições e está no 30.º lugar.

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