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Nove mortos durante intervenção da polícia em festa no Brasil

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Pelo menos nove pessoas morreram este domingo esmagadas e sete ficaram feridas durante uma intervenção da polícia numa grande festa na favela de Paraisópolis, em São Paulo, Brasil, anunciou a polícia local.

A intervenção aconteceu durante uma festa de ‘funk’, uma dança popular entre as comunidades suburbanas do Brasil, realizada em Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, onde vivem mais de 55.000 pessoas.

Segundo o boletim de ocorrências da polícia, os agentes estavam a perseguir duas pessoas que se deslocavam de motorizada em Paraisópolis, quando estes dispararam contra a polícia e fugiram para o meio da festa, onde se encontravam mais de 5.000 pessoas.

A polícia chamou, de imediato, reforços e entrou no local as pessoas estavam a dançar.

Segundo a versão das autoridades, os agentes da polícia foram recebidos com pedras e garrafas, pelo que as equipas da Força Tática da Polícia Militar usaram “munições químicas” para “dispersar e [conseguir manter] a segurança dos agentes”, como consta de um relatório oficial ao qual a agência de notícias espanhola Efe teve acesso.

O comissário de polícia Emiliano da Silva Neto disse aos jornalistas que as mortes aconteceram em resultado de “um acidente” causado pelo “efeito rebanho” e enfatizou que, em princípio, “não houve nenhum excesso” cometido pela polícia.

O governador do Estado de São Paulo, João Dória, lamentou a tragédia através das redes sociais e determinou uma “rigorosa investigação dos factos para esclarecer quais eram as circunstâncias e de quem foi a responsabilidade pelo triste episódio”.

Alguns dos moradores da favela em causa admitiram que há várias famílias na comunidade que “estão desesperadas” porque os seus filhos estavam na festa e ainda não voltaram para casa.

As festas de ‘funk’ carioca – um estilo musical associado às favelas do Rio de Janeiro – são comuns nos bairros mais pobres do Brasil e reúnem, todos os fins de semana, milhares de jovens em diferentes partes do país.

Este tipo de festa é frequente em Paraisópolis, uma enorme favela que faz fronteira com um dos bairros mais ricos da capital São Paulo.

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Lotação da Festa do Avante! terá que ser inferior à capacidade total – Ministra

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Foto: Facebook Festa do Avante

A ministra da Saúde defendeu hoje que a lotação da Festa do Avante!, organizada pelo PCP, terá este ano que ser inferior à capacidade máxima de 100 mil pessoas do recinto no Seixal, por causa da covid-19.

“É evidente que estamos a falar, teremos que falar de outros números”, declarou Marta Temido na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia, acrescentando: “compreendo que se fale de um número de 100 mil, na medida do que será a licença de utilização, mas estamos num momento específico, num contexto específico”.

A ministra assegurou que à organização da Festa do Avante! “não será permitido o que está proibido nem proibido o que está permitido” e que “não haverá exceções” às regras adotadas pelas autoridades de saúde para conter o contágio pelo novo coronavírus.

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