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Novas palhinhas de papel da McDonald’s não são recicláveis

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Foto: Facebook Mcdonald's

Numa tentativa de ser mais ecológica, a cadeia de fast food norte-americana McDonald’s decidiu substituir as palhinhas de plástico por uma alternativa em papel em todos os seus 1361 restaurantes no Reino Unido e Irlanda.

No entanto, a nova alternativa feita de papel e descrita como “amiga do ambiente” não é “facilmente reciclável”, ao contrário do que acontecia com as palhinhas feitas de plástico.

De acordo com a BBC, as novas palhinhas, apesar de serem compostas por materiais complemente recicláveis, são demasiado espessas, o que faz com que sejam mais difíceis de processar durante a reciclagem.

Entretanto, várias petições que pedem o regresso das palhinhas de plástico do McDonald’s já foram assinadas por milhares de cidadãos britânicos e irlandeses.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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