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Mulher tripulante de veleiro encalhado na Figueira da Foz com prognóstico reservado – hospital

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A mulher tripulante do veleiro que encalhou este domingo numa praia da Figueira da Foz, com cerca de 50 anos, ficou ferida com gravidade e está com prognóstico reservado, enquanto o homem encontra-se estável, disse fonte hospitalar.

O casal, de nacionalidade francesa, navegava na embarcação de 12 metros em direção a Cascais, quando a embarcação encalhou na praia do Cabedelo, a sul da cidade, cerca das 10:30 de hoje.

Fonte do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) disse à Lusa que a mulher, que estaria em paragem cardiorrespiratória quando foi retirada da água, foi transferida para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e está com prognóstico reservado.

Já o homem está internado em situação estável no HDFF, permanecendo em observação.

De acordo com informação fornecida à Lusa pelo Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, após o alerta, os dois tripulantes foram resgatados depois de se atirarem à água: primeiro o homem, apenas com ferimentos ligeiros, e mais tarde, às 11:23, a mulher, que se encontrava em paragem cardiorrespiratória.

A embarcação, que estava fundeada a cerca de 50 metros da linha de costa, numa zona de forte rebentação até cerca das 17:00 de hoje, acabou por partir a amarra que tinha e navegou à deriva mais para sul, encalhando na areia a poucos metros de distância do primeiro esporão ali existente, no extremo sul da praia do Cabedelo.

O veleiro está adornado e apresenta diversos danos, aparentemente por ação da ondulação, constatou a Lusa no local.

No local, nas operações de socorro às vítimas, estiveram meios aquáticos e terrestres da Capitania da Figueira da Foz, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Polícia Marítima e das corporações dos Bombeiros Sapadores e Voluntários da cidade.

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Maioria dos universitários portugueses que enviam ‘nudes’ desconhecem riscos – estudo

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Um estudo sobre violência sexual ‘online’ no ensino superior em Portugal concluiu que mais de metade dos estudantes que enviaram ‘nude selfies’ não tinha perceção dos riscos incorridos e 5% teve as suas fotografias reencaminhadas para terceiros.

Um estudo exploratório realizado a 525 estudantes de todo o país do Ensino Superior intitulado “Abuso sexual baseado em imagens”, e defendido recentemente na Universidade do Porto, revela que mais de metade das pessoas (52,22%) que enviaram ‘nudes’(imagens fotográficas e ou vídeos de cariz sexual) pela Internet ou telemóvel, dizem que não tiveram a “perceção do risco que estavam a correr” e 8,78% das pessoas da amostra assume que foi “alvo de ameaças”.

Dos entrevistados que enviaram ‘nudes’, 5% assumiu que sofreu vitimização de violência sexual ‘online'”, ou seja, foi vítima de partilha a terceiros não consentida, um dos dados que a psicóloga e autora do estudo, Patrícia Ribeiro, mais destacou na entrevista à Lusa.

Os três maiores impactos do ‘sexting’ (envio de textos e imagens sexualmente sugestivos com conteúdo sexual explícito), foi a humilhação (17,39%), vergonha (15,22%) e o desespero (13,04%).

Segundo o estudo, 70,32% dos casos em que são enviadas imagens de cariz sexual ou ‘nude selfies’ (envio de fotografia e/ou vídeos de nus na Internet) a outra pessoa, o principal recetor(a) dessas imagens é o(a) namorado(a).

A “principal razão” (79,91%) para realizar ‘sexting’ é o existência de uma relação de namoro com a pessoa destinatária, sendo a relação caracterizada por “respeito (14,24%), estabilidade (15,81%) e confiança (21,78%)”.

Cerca de 60% dos estudantes universitários da amostra afirmou ter recebido imagens de cariz sexual e 41,90% disseram ter enviado esse tipo de imagens.

Há 4,5% a assumir que enviou imagens de cariz sexual a “conhecidos apenas virtualmente” e 11,87% a “pessoas que gostavam ou tinham esperança que viesse a existir uma relação”.

Outra das conclusões do estudo revela que a maioria das imagens de cariz sexual são enviadas a pessoas do sexo masculino (85%).

A tese sobre o fenómeno da violência sexual ‘online’, também conhecido por pornografia de vingança, concluiu ainda que a maioria dos ameaçadores são do sexo masculino ‘versus’ as ameaçadoras (1,14%).

O estudo também concluiu que 63,74% dos participantes fariam queixa se fossem alvo de ameaças e que desses participantes a maioria faria a queixa na polícia (74,49%).

Os que não fariam queixa das ameaças justificam-no com o “receio de maior exposição, culpabilização e revitimização institucional (27,8%), vergonha (19,4%) e descrença no sistema de ajuda (18,1%).

Outros dos resultados é que 90,48% dos/as estudantes já tinham ouvido falar em Abuso Sexual Baseado em Imagens e este foi reconhecido enquanto crime em Portugal por 53,90% dos/as estudantes.

O estudo contou com uma amostra de 525 pessoas (86% do sexo feminino), maioritariamente heterossexuais (81%, de nacionalidade portuguesa (95%) e estudantes de licenciatura (48%), com uma média de idades a rondar os 25 anos de idade.

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