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Mulher que tentou sequestrar bebé no São João teve acesso a processos clínicos – MP

Pediu para pegar na sua bebé ao colo, mas o seu comportamento suscitou desconfiança ao pai da recém-nascida que, entretanto, entrou no quarto.

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Bebé recém nascido

A mulher que em fevereiro deste ano tentou sequestrar uma recém-nascida no Hospital de São João, no Porto, consultou processos clínicos no balcão do secretariado de Obstetrícia, chegando mesmo a levar um deles, indica a acusação do processo.

“Foi ao balcão do secretariado – que estava fechado por ser sábado – e aí consultou alguns processos. Após consultar alguns processos clínicos que ali se encontravam, pegou num deles de modo a dar maior credibilidade à identidade de médica que pretendia assumir”, refere a acusação do caso, deduzida pela 10.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto e consultada hoje pela agência Lusa.

A investigação refere que a mulher entrou “de forma não apurada e não autorizada” na Obstetrícia, cerca das 19:00 de 02 de fevereiro, mas não especifica se o fez pela zona para visitas ou para profissionais, sendo certo que nos dois casos é preciso exibir cartões comprovando a condição da pessoa.

O DIAP acusa a mulher, que se encontra atualmente em prisão domiciliária com vigilância eletrónica, da prática de um crime de sequestro agravado, na forma tentada.

O processo sustenta que a mulher, de 48 anos, simulou a gravidez e tentou sequestrar a recém-nascida “com o propósito de retomar a relação amorosa que anteriormente mantinha” com um homem.

Fez montagens de imagens ecográficas de um feto, contactou o homem e disse-lhe que a filha de ambos tinha nascido prematuramente e que se iria chamar Vitória.

“A arguida sabia que não tinha estado grávida, nem tinha tido nenhum bebé, mas, querendo manter a relação (…) e a história que tinha forjado, decidiu então ‘arranjar’ um bebé”, o que tentou naquele final de tarde de 02 de fevereiro de 2019, um sábado, na Obstetrícia do São João.

Além da bata e do estetoscópio, para se fazer passar por médica, levava consigo um casaco e uma mochila, com o alegado propósito de nela trazer a bebé.

Ao ser interpelada por uma auxiliar de ação médica, responde que era médica e estava à espera do processo de uma parturiente que identificou.

Pediu para pegar na sua bebé ao colo, mas o seu comportamento suscitou desconfiança ao pai da recém-nascida que, entretanto, entrou no quarto.

Temendo que o pai da criança se apercebesse dos propósitos, a arguida entregou a bebé a outro familiar que também ali se encontrava, pegou no casaco e na mochila e saiu do quarto, relata a acusação.

Acabou intercetada por funcionários do hospital, entretanto alertados pelo pai da criança, que manteve a desconfiança quanto ao comportamento da mulher.

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Adeptos pedem fim da “instrumentalização política” do Benfica por André Ventura

Ricardo Araújo Pereira e Pedro Norton são algusn dos subscritores da carta aberta.

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Foto: Facebook André Ventura

Um grupo de adeptos do Benfica pediu à direção presidida por Luís Filipe Vieira para pôr fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega, em carta aberta publicada, esta sexta-feira.

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores na Tribuna Expresso.

Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira expressam publicamente “indignação” perante o facto de o presidente do Chega, André Ventura, ter usado o clube “para criar uma persona política”, assinalando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

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