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Mulher que abandonou bebé agradece apoio e diz que “tudo será esclarecido em sede própria”

O recém-nascido foi encontrado por um sem-abrigo, ainda com vestígios do cordão umbilical, tendo sido transportado ao Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

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Bebé recém nascido

A mulher que foi detida após abandonar o recém-nascido num caixote do lixo em Lisboa na passada semana agradeceu hoje as manifestações de apoio, referindo que “tudo será esclarecido em sede própria”.

Na qualidade de mandatária constituída de Sara Furtado, a advogada divulgou um comunicado em que revela que a detida agradece “todo o apoio que tem sido manifestado, nos últimos dias, quer através de supostas diligências judiciais, quer através dos meios de comunicação social e das redes sociais”.

“Pede, contudo, que respeitem a sua situação e que lhe permitam aguardar com serenidade o desfecho do processo judicial, na certeza de que tudo será esclarecido em sede própria e no seu devido tempo”, refere a advogada em comunicado, acrescentando que não está disponível para outros esclarecimentos na salvaguarda dos interesses da sua constituinte.

A mãe, de 22 anos, que abandonou o recém-nascido num caixote do lixo em Lisboa, foi detida pela Polícia Judiciária e está em prisão preventiva, indiciada da prática de homicídio qualificado, na forma tentada.

Após ter sido internado no polo de urgência de pediatria do Hospital Dona Estefânia, onde precisou de “cuidados quase mínimos”, o recém-nascido foi transferido para a Maternidade Alfredo da Costa por “não carecer de cuidados complexos médicos e cirúrgicos”.

Um grupo de advogados apresentou no Supremo Tribunal de Justiça um pedido de libertação imediata (‘habeas corpus’) da jovem, porque consideram a prisão preventiva “absolutamente ilegal”.

Por lei, o Supremo Tribunal de Justiça tem oito dias para decidir sobre um ‘habeas corpus’.

Atualidade

A gripe já fez triplicar idas aos hospitais e centros de saúde

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Hospital Saúde Médico

A corrida aos serviços de saúde está a ocorrer mais cedo do que no ano passado, sobretudo no norte do país.

Na primeira semana de dezembro, houve 1572 atendimentos nos cuidados primários por síndrome gripal face a 538 registados na mesma semana de 2018.

Nos hospitais, na última semana de novembro (últimos dados disponíveis), a procura dos serviços de urgência por síndrome gripal mais do que triplicou (103 episódios em 2018 para 358 em 2019), revela a monitorização da gripe da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

A região já tem mais de 60 centros de saúde com horário alargado à noite e aos fins de semana para responder à afluência crescente.

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