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Mulher que abandonou bebé agradece apoio e diz que “tudo será esclarecido em sede própria”

O recém-nascido foi encontrado por um sem-abrigo, ainda com vestígios do cordão umbilical, tendo sido transportado ao Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

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Bebé recém nascido

A mulher que foi detida após abandonar o recém-nascido num caixote do lixo em Lisboa na passada semana agradeceu hoje as manifestações de apoio, referindo que “tudo será esclarecido em sede própria”.

Na qualidade de mandatária constituída de Sara Furtado, a advogada divulgou um comunicado em que revela que a detida agradece “todo o apoio que tem sido manifestado, nos últimos dias, quer através de supostas diligências judiciais, quer através dos meios de comunicação social e das redes sociais”.

“Pede, contudo, que respeitem a sua situação e que lhe permitam aguardar com serenidade o desfecho do processo judicial, na certeza de que tudo será esclarecido em sede própria e no seu devido tempo”, refere a advogada em comunicado, acrescentando que não está disponível para outros esclarecimentos na salvaguarda dos interesses da sua constituinte.

A mãe, de 22 anos, que abandonou o recém-nascido num caixote do lixo em Lisboa, foi detida pela Polícia Judiciária e está em prisão preventiva, indiciada da prática de homicídio qualificado, na forma tentada.

Após ter sido internado no polo de urgência de pediatria do Hospital Dona Estefânia, onde precisou de “cuidados quase mínimos”, o recém-nascido foi transferido para a Maternidade Alfredo da Costa por “não carecer de cuidados complexos médicos e cirúrgicos”.

Um grupo de advogados apresentou no Supremo Tribunal de Justiça um pedido de libertação imediata (‘habeas corpus’) da jovem, porque consideram a prisão preventiva “absolutamente ilegal”.

Por lei, o Supremo Tribunal de Justiça tem oito dias para decidir sobre um ‘habeas corpus’.

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Mais de 4.000 enfermeiros pediram certificado para trabalhar fora do país em 2019

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Mais de quatro mil enfermeiros pediram no ano passado à Ordem a declaração para efeitos de emigração, um número recorde de profissionais a pretender sair do país e que representa três vezes mais do que o registado em 2017.

Em comunicado hoje divulgado, a Ordem dos Enfermeiros afirma que recebeu 4.506 pedidos de certificado de equivalência para exercer no estrangeiro durante 2019. Em 2018 tinham sido pedidos 2.736 e no ano anterior 1.286.

“Face aos dados do primeiro semestre de 2019, que contabilizou 2.321 pedidos de declarações, a Ordem já tinha alertado para a possibilidade de 2019 vir a registar a maior vaga de emigração de sempre, o que acabou por se concretizar, e o ano fechou com números surpreendentes e além dos estimados”, refere a nota.

Trata-se, para a Ordem, de um “número preocupante” e que espelha o “estado da saúde em Portugal e em particular a forma como os profissionais são tratados”.

“No estrangeiro, os enfermeiros têm a formação e a especialidade pagas, têm, efetivamente, uma carreira com diferenciação salarial, mas, acima de tudo, são reconhecidos e acarinhados”, indica a bastonária Ana Rita Cavaco no comunicado divulgado hoje de manhã.

Quanto a países de destino dos enfermeiros, o Reino Unido continua a surgir em primeiro lugar, seguido de Espanha e Suíça.

Os Emirados Árabes surgem já no sexto lugar das escolhas de emigração dos enfermeiros.

Segundo a Ordem, há atualmente 18 mil enfermeiros portugueses no estrangeiro, quando em Portugal faltarão cerca de 30 mil profissionais, segundo as estimativas apresentadas pelos representantes da classe.

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