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Mulher desaparecida em Ponte de Lima encontrada morta

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A mulher de 72 anos que estava desaparecida desde domingo em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, foi esta terça-feira encontrada morta, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.

“Podemos confirmar que a vítima foi encontrada já cadáver. O corpo foi detetado por um cidadão que estava a bordo de uma embarcação no rio Lima e que já tinha conhecimento do desaparecimento da mulher”, afirmou fonte da GNR.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo confirmou à Lusa que a mulher foi encontrada sem vida.

“A vítima, que estava desaparecida desde o dia 08 de setembro [domingo], foi encontrada já cadáver”, afirmou.

A mulher desapareceu durante as Feiras Novas, festividades do concelho de Ponte de Lima, que decorreram entre os dias 4 e 9 e terá sido vista pela última vez na Avenida dos Plátanos, em pleno centro da vila, junto ao rio Lima.

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Cientistas explicam por que trabalhar à noite faz mal aos intestinos

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As pessoas que trabalham à noite têm mais probabilidades de desenvolver inflamações intestinais, porque há células que contribuem para a saúde intestinal que deixam de receber informações vitais do cérebro.

Os resultados da investigação foram hoje publicados na revista científica Nature. Feito pela equipa de Henrique Veiga-Fernandes, no Centro Champalimaud, em Lisboa, o estudo explica o que leva as pessoas que têm horários desregrados, como trabalhadores noturnos, a ter mais tendência para inflamações intestinais ou obesidade.

A relação entre esses problemas e os horários noturnos era conhecida e já se tem procurado relacionar os processos fisiológicos com a atividade do relógio circadiano do cérebro. Mas foi a equipa do investigador principal Veiga-Fernandes que descobriu que a função de um certo grupo de células imunitárias, conhecidas por contribuírem de forma muito significativa para a saúde intestinal, se encontra sob o controlo direto do relógio circadiano do cérebro.

Veiga-Fernandes, citado num comunicado da Fundação Champalimaud, explica que quase todas as células do corpo possuem uma maquinaria genética interna que acompanha o ritmo circadiano através da expressão dos chamados “genes relógio”, que indicam a hora do dia às células.

Esses pequenos relógios são sincronizados pelo grande relógio do cérebro (por exemplo informação sobre o dia e a noite).

A equipa descobriu que as chamadas “células linfóides inatas de tipo 3” (ILC3), que no intestino lutam por exemplo contra as infeções, são particularmente sensíveis às perturbações dos seus genes relógio.

“Quando os cientistas analisaram a forma como a perturbação do relógio circadiano cerebral influía sobre a expressão de diversos genes das ILC3, descobriram que desencadeava um problema muito específico: o “código postal” molecular destas células desaparecia!”, explica-se no comunicado.

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