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Música

Morreu o músico Bill Withers, cantor do tema “Ain’t no Sunshine”

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Foto: Facebook Bill Withers

O músico norte-americano Bill Withers, que escreveu canções soul como “Ain’t no Sunshine” e “Lean on me”, morreu na segunda-feira em Los Angeles (Califórnia), aos 81 anos, de complicações cardíacas, revelou hoje a família.

Três vezes distinguido com os prémios Grammy, Bill Withers estava há muito afastado dos palcos, com a carreira concentrada sobretudo entre finais dos anos 1960 e os anos 1980.

“Durante a sua breve carreira, as canções de Withers tornaram-se a banda sonora de incontáveis relacionamentos, casamentos e festas”, afirma a Associated Press, a propósito, por exemplo, dos temas “Lean on me” e “Lovely day”.

Bill Withers, que nasceu a 04 de julho de 1938 numa cidade marcada pela exploração mineira em West Virginia, fez serviço militar na Marinha, trabalhou na instalação de sanitários enquanto à noite fazia gravações caseiras à guitarra, recordam a AP e o jornal The Guardian.

Do contrato com a editora Sussex Records, surgiram os três primeiros álbuns, com o de estreia, “Just as I am”, de 1971, a incluir o sucesso “Ain’t no sunshine” e uma versão de “Let it be”, dos Beatles.

Com a falência da Sussex Records, Bill Withers passou a editar pela Columbia Records, e é desse período que sai a canção “Just the two of us”, em 1981, com Groover Washington Jr..

Até 1985, Bill Withers editaria oito álbuns, afastando-se depois dos palcos e da ribalta.

Música

Mais de 450 músicos e autores apelam ao público para que os ouçam na rádio

Os equipamentos culturais estão encerrados desde 15 de janeiro, em Portugal Continental, no âmbito das medidas decretadas pelo Governo para tentar conter a pandemia da covid-19.

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Mais de 450 músicos e autores portugueses subscreveram um texto, hoje divulgado, no qual apelam ao público para que ouça as suas músicas na rádio, congratulando-se com o aumento da quota da música portuguesa nas rádios para 30%.

“Foi com satisfação que recebemos a notícia que agora nos vão ouvir mais. Queremos sentir-vos em sintonia com a nossa voz e a nossa música. Queremos que continuem a ouvir música portuguesa, nas ondas da rádio. Queremos que sintonizem e ouçam a música que é a nossa”, lê-se no texto “Mais Música Portuguesa na Rádio”, hoje divulgado, e que até segunda-feira à tarde tinha sido subscrito por 463 músicos e autores portugueses de várias gerações e géneros musicais.

A lista de subscritores inclui, entre muitos outros, músicos como Ágata, Agir, Aldina Duarte, António Zambujo, Bárbara Bandeira, Aurea, Blaya, Camané, Carminho, Carolina Deslandes, Cláudia Pascoal, Conan Osiris, David Bruno, David Carreira, Dino D’Santiago, Diogo Piçarra, Fausto Bordalo Dias, Manel Cruz, ProfJam, Marta Ren, Paulo de Carvalho, Pedro Abrunhosa, Quim Barreiros, Ricardo Ribeiro, Rodrigo Leão, Rui Veloso, Sam The Kid, Selma Uamusse, Toy e Xinobi.

No texto, os artistas lembram que precisam “do contacto com o público”, que os “ouçam” e de sentir que estão a ser ouvidos.

“Queremos voltar a ouvir as vossas palmas e a escutar as vossas vozes a cantar connosco. Temos saudades de vos sentir perto de nós. Queremos estar presentes nas vossas vidas, mesmo que hoje não possamos estar fisicamente juntos. Não queremos a nossa e vossa Música confinada a um pequeno espaço”, referem.

E foi por quererem ser a companhia do público “todos os dias, ao longo do dia”, que receberam “com satisfação” a notícia da decisão do Governo em aumentar a quota de música portuguesa nas rádios.

O aumento, de 25% para 30%, foi anunciado no dia 14 de janeiro, pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, no âmbito das medidas de resposta à pandemia da covid-19, com o objetivo de “incrementar a divulgação de música portuguesa” e “a sua valorização em benefício dos autores, artistas e produtores”.

A ministra recordou na altura que “a definição desta quota existe desde 2009 e está inscrito na lei que todos os anos [o titular da pasta da Cultura] deve atualizá-la”, mas “desde 2009 que o valor não era atualizado”.

“Este é o ano para o fazer”, afirmou, lembrando que o setor da Música tem sido “particularmente atingido pelas limitações dos espetáculos”.

O texto dos artistas portugueses, hoje divulgado, conta com o apoio de cerca de 30 agentes e ‘managers’.

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